em 19 de janeiro de 2015
Temos que criar identidades a partir do nada
Não herdamos nenhuma definição
Assim como não extrapolamos mais a essência
Para sobrepormos a existência.
Não existe mais projetos de vida
O amanhã é tão incógnita que nos foge.
Passamos a vida toda nos redefinindo
Tudo muda tantas vezes e todos os dias
Que acordar já é uma grata surpresa.
Hoje em vez de saber o que somos
Nos definimos pelo que não somos mais.
Assumimos a gestão humana do mundo
E vivemos de ultrapassagens continuas
Querendo sem poder e quando podemos
Já não queremos mais.
**
Luiz Mendes
17/01/2015.
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