Liberdade
Praguejo contra a asfixia
Dos preconceitos que me soldam ao solo
E não me deixam voar.
Anarquista, coletivista e isolado
Observo com olhar zombeteiro
O grande desfile de livros lançados.
Enxergo humilhados e ofendidos
Por todo canto e toda parte
Meu sonho seria libertá-los
Tocam-me, dilaceram-me, com suas dores
Ou porque me sinto cúmplice
De almas que choram por pão ou justiça
Apenas sei que é na luta da libertação deles
Que reconheço minha liberdade.
**
Luiz Mendes
21/11/2014.
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