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Hotel para poucos

Todo poder a Taiti

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Depois de um início de temporada decepcionante na Austrália, com duas etapas disputadas em ondas pequenas e que os brasileiros não souberam tirar proveito ? os mais bem classificados aparecem apenas em 25º no ranking ?, o WCT levanta acampamento e ruma para o Taiti, onde, no dia 5 de maio, tem início a terceira, e mais temida, prova do circuito mundial de surfe 2005, o Billabong Pro Teahupoo.


Teahupoo fica na ilha do Taiti ‘logo depois que acaba a estrada de asfalto’, costumam explicar os nativos quando um carro de surfistas de primeira viagem os aborda pela rodovia costeira que leva até lá.


Assim como acontece com Waimea, a enorme e poderosa onda que quebra algumas vezes por ano na pequena baía havaiana que a abriga, Teahupoo tem atraído cada vez mais surfistas e simpatizantes, que não se importam em passar boas horas simplesmente apreciando a fúria do break. Nada mais natural, portanto, que o mercado de hotelaria estar de olho nesse filão. Até porque a localização de Teahupoo é tão bizarra e inóspita que o pico só foi popularizado na metade dos anos 80, embora surfistas tenham descoberto os encantos de partes menos remotas da pequena ilha pelo menos 20 anos antes disso. Mas, com bons breaks quebrando antes de Teahupoo, nenhum aventureiro sentia necessidade de explorar a costa mais adiante.


Apesar disso, o ponto ainda fica a pelo menos uma hora de distância da surfe shop mais próxima e, para quem vai até lá de carro alugado na capital Papeete, o tempo médio de viagem é de, no mínimo, 50 minutos. A rede Sofitel foi a primeira a instalar uma base a menos de meia hora do pico e é hoje a melhor alternativa para quem quer se arriscar nos pesados tubos para a esquerda. Há, claro, a chance de acampar no local, ou mesmo a de ficar hospedado em casa de nativos na própria praia, mas, para quem quer mais privacidade e conforto, o Sofitel Maeva Beach é a opção. Isso, naturalmente, se não levarmos em conta os luxuosíssimos bangalôs de Papeete, cujo preço da diária seduz poucos e bons.


O curioso, e quase paradoxal, é que quem chega ao Sofitel de Maeva esperando encorajamento para experimentar Teahupoo é logo advertido por uma série de ressalvas. Passando por mosquitos cujas picadas podem acarretar infecção sanguínea até o mais óbvio: a força dos tubos de Teahupoo, que podem, como já fizeram antes, matar surfistas experientes, o que dirá com os desavisados.


A verdade é que a força da grana que ergue e destrói coisas belas começa a invadir o épico pico taitiano. A notícia ruim é que o local jamais será como antes. E quem surfa sabe que um dos grandes prazeres do esporte é a cada vez mais rara solitude. A boa notícia é que Teahupoo está mais perto de você.


Dica: a melhor época do ano para visitar Teahupoo é entre maio e outubro. O preço médio da diária do Sofitel Maeva Beach é de 160 euros. Brincadeira comum entre surfistas diz que a única palavra de taitiano que se precisa saber é hinano, que quer dizer cerveja. Talvez a outra deva ser ‘socorro’.


NOTAS


BRASUCAS PELO CANECO
Os cinco finalistas do Billabong XXL são americanos: Don Curry e Tyler Smith, em Ghost Trees; Garrett McNamara, Shane Dorian e Dan Moore, em Jaws. Mas Eraldo Gueiros e Danilo Couto estão competindo na categoria maior tubo. Os vencedores serão conhecidos no dia 22 de abril.


CORRIDA DE AVENTURA
A primeira etapa do Natura Kaiak Jogos de Aventura, organizado pela Ecomotion, vai acontecer em grande e inusitado estilo: as equipes sairão, em trem fretado, da estação da Luz e sem saber para onde estão indo. O rali humano começa ainda dentro do trem, com a entrega das pistas. A prova secreta acontece no dia 30 de abril.


WQS ? AUSTRÁLIA
O campeão brasileiro, Renato Galvão, ficou em 4º lugar na oitava etapa do Mundial de acesso. Mick Fanning venceu a prova.

PALAVRAS-CHAVE
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