Havaí esvaziado?
A evolução do surf contribuiu para que novas ondas fossem descobertas fora do arquipélago americano
Por Redação
em 3 de novembro de 2005
Influentes na direção da Association of Surfing Professionals (ASP), os australianos levaram a final do circuito mundial de 1994 para casa. A mudança não agradou e no ano seguinte as provas decisivas do tour já estavam de volta para o Havaí, e em suas datas originais.
Nos últimos anos a evolução do esporte contribuiu para que diversas novas ondas fossem descobertas e dominadas. Perfeitas como as que quebram em Fiji, desafiadoras como as do Taiti, longas como as da África do Sul, as melhores ondas do planeta e as melhores épocas para cada região vêm sendo priorizadas no calendário de competições da ASP.
O resultado dessa combinação de roteiro e cronograma associado à adoção de janelas de espera (que variam de 10 a 14 dias, sendo quatro suficientes para a realização da prova) em todas as etapas é o que está sendo chamado de "Dream Tour".
Este ano, exceto pelas provas de abertura da temporada na Gold Coast e em Bell’s, na Austrália, e em Trestles, EUA, o planejamento da ASP está funcionando. Teahupoo foi sensacional, Tavarua, Jeffrey’s Bay, St. Leu, idem, em Hossegor, França, deram altas ondas, e até no Japão a elite mundial encontrou condições surpreendentes, com tubos e ondas grandes de paredes lisas.
Agora chegou a vez do Brasil. O Nova Schin Festival, décima e penúltima etapa do WCT 2005, é um evento móvel com base em Florianópolis, Santa Catarina, e pode explorar as melhores condições num raio de 100 km de costa. O período de espera começou na segunda-feira e, sem ondas, a prova foi adiada. Na terça, ainda com ondas pequenas, o diretor da prova, Teco Padaratz, transferiu a competição para Imbituba, mais ao sul. Kelly Slater e Andy Irons, os únicos com chance de chegar ao título, o décimo somando as conquistas de ambos, venceram suas baterias de estréia e passaram direto para o terceiro round. Ontem o mar continuava baixo e só rolou a Expression Session, com prêmios para o melhor aéreo e manobra. Mas uma ondulação de leste com ondas de até dois metros, condições ideais para a Joaquina, é esperada para os próximos dias.
Em 2003 o circuito só foi decidido na última bateria da última etapa, em Pipeline. Com os dois na água Irons ficou com o título. No ano passado a decisão foi mais folgada e novamente deu Irons. Este ano basta para Slater chegar na frente dele aqui no Brasil para conquistar seu sétimo título. No começo da carreira Slater não gostava de vir competir no Brasil. Pelas suas mais recentes declarações isso parece ter mudado. A vitória na primeira edição do Nova Schin, em 2003, e as amizades que fez por aqui devem ter contribuído. O resultado nos próximos dias deve ser decisivo para seus laços com o país.
Uma coisa é certa, independentemente da definição do título no Brasil – o do WQS já não saiu – o final da temporada na principal arena do surfe mundial, o Havaí, será emocionante. Outra coisa certa, nenhum outro lugar no mundo concentra a quantidade, a qualidade e a diversidade de ondas que se encontram na estreita faixa de praias conhecida como North Shore. NOTAS
Mundial de surfe WQS
Na semana passada, lá mesmo em Floripa, Adriano de Souza, teve a chance de garantir o título da divisão de acesso no Onbongo Pro, não conseguiu. Ele continua folgado na liderança, mas a decisão foi para o Havaí, nos seis estrelas de Haleiwa e Sunset, que compõem a Tríplice Coroa.
Mundial de skate
A última etapa do circuito da WCS acontece este final de semana no Ginásio do Ibirapuera, São Paulo, e será transmitido ao vivo pela ESPN Brasil. Sandro Dias conquistou por antecipação o tricampeonato no vertical.
Filme de montanha
A quinta edição da Mostra Internacional acontece amanhã e depois no Cine Odeon, no Rio de Janeiro. São 21 filmes entre premiados no Festival de Banff, no Canadá, e produções nacionais, como a de Sylvestre Campe sobrevoando o Rio de asa delta.
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