Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Quando os macacos começam a quebrar o maior pau nos galhos e cipós que cobrem os templos de Tikal (maior sítio arqueológico do mundo maia, localizado no norte guatemalteco), o pescoço sofre para acompanhar o agito na mata. O cheiro da selva entope o nariz. Entorpece o cérebro. O calor frita o cloro que ficou na pele após umas braçadas na piscina do Hotel Jungle Lodge, montado nas cabanas dos arqueólogos que mergulharam nas profundezas da floresta para resgatar, em 1956, o centro cerimonial com mais de 2 500 anos de história.
O tapa na nuca vem ao encarar os 45 metros do templo do Jaguar – é de chorar. A pancada de misericórdia é o nascer do sol no alto dos 65 metros da pirâmide do Templo 4. O topo da construção perfura o teto verde da floresta, desvendando um tapete de copas pontuado pelo pico de outras pirâmides do complexo. E não pense que vai ser fácil ficar em pé durante a escalada do vulcão Pacaya (um dos 3 ativos, entre os 30 que há na Guatemala). Na reta final das 3 horas de caminhada, a cada dois passos você desce um, graças ao piso fofo de pequenas pedras vulcânicas. O gás que sai da boca do bicho se mistura às nuvens – e tudo vira uma loucura.
O choque cultural é garantido nos 12 vilarejos maias – batizados com os nomes dos apóstolos de Jesus – que circundam o lago Atitlan (considerado pelo escritor inglês Aldous Huxley um dos mais belos do mundo). Vestindo bordados cheios de cores e figuras, os habitantes de lugares como Santiago e São Pedro ainda preservam idiomas milenares. Na feira que rola aos domingos e às quintas-feiras, em Chichicastenango, também é inevitável trombar de frente com essa turma. Prepare-se para o baque.
?Como?
Não é preciso visto e a passagem aérea (ida e volta) no STB (tel. 11 3038 1555) custa US$ 735 (Copa Airlines). Antigua, a 45 km da capital Cidade da Guatemala, é a melhor base para desbravar o país. Lá, a Pousada La Quinta (5ª Calle Poniente, 19) cobra US$ 5 a diária. Uma bela refeição sai por menos de US$ 10 em vários restaurantes. O La Fridass (5ª Avenida Norte, 29) tem bom cardápio e mesa de sinuca. Europeus e americanos lotam as escolas de espanhol da cidade.
texto e fotos Décio Galina
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