Publicidade
Há algo vivo e sem palavras para ser dito
Um silêncio gritante
Mas que não pode se dizer
Porque vivemos presos às celas da civilização
Tornamo-nos máquinas entre máquinas
Já erramos por vício, ou costume
É como se a sombra dos dias se encurtassem
E os outros fossem pregos fincados na parede
Pendurando quadros antigos
Que só mostrassem ideais fracassados.
Sem mais acreditar na morte
Estamos confusos e sem fronteiras
Parece que é tudo aqui e agora
E viver fosse lutar sem perspectivas
Só pelo exercício de viver.
**
Luiz Mendes
10/12/2014.
LEIA TAMBÉM
MAIS LIDAS
-
Trip
O psiquiatra que passou 5 meses com líderes nazistas e descobriu que de monstros não tinham nada
-
Trip
Sandro Saltz: Como a separação de um casal nos EUA ajudou a forjar uma referência do snowboard brasileiro
-
Tpm
Dora mora no agora
-
Trip
Carros antigos dizem muito sobre quem somos
-
Tpm
Bet ou Tigrinho: o jogo é fazer você ficar
-
Tpm
Martine Grael: “Ter uma mulher no leme ainda mexe com o ego de muita gente”
-
Trip
O golpista mais eloquente do WhatsApp
Publicidade