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Há algo vivo e sem palavras para ser dito
Um silêncio gritante
Mas que não pode se dizer
Porque vivemos presos às celas da civilização
Tornamo-nos máquinas entre máquinas
Já erramos por vício, ou costume
É como se a sombra dos dias se encurtassem
E os outros fossem pregos fincados na parede
Pendurando quadros antigos
Que só mostrassem ideais fracassados.
Sem mais acreditar na morte
Estamos confusos e sem fronteiras
Parece que é tudo aqui e agora
E viver fosse lutar sem perspectivas
Só pelo exercício de viver.
**
Luiz Mendes
10/12/2014.
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