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FURO FURADO

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Parafina é para a prancha deslizar melhor na água. Com raras exceções, quando um grande veículo se propõe a abordar os esportes não convencionais, vem asneira desse tipo.
Não que as bobagens sejam privilégio do assunto esportes alternativos. Os desencontros sobre as cifras relativas ao déficit da previdência, para citar tema em evidência, estão aí para comprovar que falta cuidado com informações despejadas pela mídia.
Em novembro passado, em matéria sobre a corrida de aventura Eco-Challenge, a revista Veja publicou que os competidores teriam que superar 114 quilômetros de rapel, multiplicando por mil a descida por corda. Em outra, sobre comportamento, o rapel foi descrito como técnica para descer cachoeira com corda, quando o correto seria ‘canyoning’.
A necessidade de furar os concorrentes somada ao cumprimento de prazos exíguos, normalmente compõe o arsenal de desculpas para os erros.
Na edição da vez da revista semanal de maior circulação do país, esses dois fatores estiveram rondando a mesa do autor da matéria ‘Vulcão de água’.
O artigo fala sobre três brasileiros nas ondas gigantes de Jaws, em Mauí, Havaí. Entre eles Romeu Bruno, 34, salva-vidas na ilha de Oahu, e o mais experiente brasileiro na modalidade tow-in, o surfe a reboque.
Eles foram lá, surfaram ondas enormes e conseguiram o que muitas vezes falta nas viagens de surfe, o registro fotográfico. Apesar disso, a semanal, por um dos motivos acima, publicou apenas uma foto de Laird Hamilton, pioneiro e número um da modalidade , cujo crédito foi omitido, sugerindo ao leitor desavisado ser o retratado, um brasileiro.
O artigo também escorrega ao afirmar que após uma queda, o surfista pode permanecer submerso por mais de um minuto. Considerando que o intervalo entre ondas, com uma ondulação dessas dimensões, é de cerca de 25 segundos, por maior que fosse o arrasto, se o surfista ficasse submerso mais de 60 segundos, ele seria atropelado pelas ondas seguintes, não havendo espaço para o resgate salvador do jet-ski. Haja fôlego e paciência.

NOTAS
WQS / Brasileiro
Fábio Gouveia foi o vencedor do Reef Brazil Classic disputado em Florianópolis, SC, no final de semana. A etapa garantiu ao surfista paraibano a vice liderança no mundial de acesso e a largada na frente do circuito brasileiro. Em ambos ele defende o título.
Saindo fora
Para a sorte dos pretendentes ao título mundial de surfe (WCT), o norte-americano Kelly Slater oficializou sua saída do circuito. Depois de superar os principais recordes ele pretende se dedicar a projetos pessoais e à família. Como convidado, deve participar de cinco etapas.
Neve
Começa sábado em Vail, Colorado, EUA, o Mundial de Esqui Alpino. Durante 14 dias competidores de 50 países estarão disputando cinco modalidades. Sob comando de Domingos Giobbi, o Brasil conta com cinco atletas.

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