Fumar envelhece e emburrece
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Dois estudos divulgados recentemente comprovaram que fumar, além de destruir a capacidade que a pele tem de se auto-renovar, também afeta a inteligência das pessoas mais velhas.
A primeira afirmação é de um estudo realizado por pesquisadores da Nagoya City University Medical School, com sede no Japão, e publicado na revista norte-americana New Scientist. De acordo com o estudo, células que são expostas à fumaça do cigarro produzem muito mais enzimas (MMPs) responsáveis pela troca da pele. As MMPs atuam nas fibras do colágeno – tecido que forma 80% da pele. A fumaça do cigarro, associada à produção intensa de MMPs, reduz a produção de colágeno em 40%, diminuindo a habilidade da pele de se renovar.
A segunda afirmação é de uma pesquisa feita no Reino Unido pelo Instituto de Psiquiatria de Londres. No estudo foram ouvidas 650 pessoas com mais de 65 anos durante um ano. Os pesquisadores avaliaram a evolução da capacidade intelectual destas pessoas e a compararam com seus hábitos de fumar e beber. De cada 16 pessoas, uma apresentou redução da capacidade intelectual. Entre os fumantes, a redução da capacidade intelectual foi quatro vezes maior do que entre quem não tem o vício. O cigarro contribui para o desenvolvimento de doenças vasculares, o que prejudica o fluxo de sangue para diversas partes do corpo, inclusive para o cérebro. Segundo os especialistas, isso poderia explicar os danos à capacidade intelectual dos fumantes.
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