Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Treinamento de surf parece um trabalho solitário. Mas o surfista alagoano Tânio Barreto, 22, credita grande parte de seu título de campeão brasileiro do Super Surf 2001 ao trabalho em conjunto com sua equipe. Psicóloga, nutricionista, instrutor de yoga, preparador físico, professor de natação e empresário dão o suporte que o atleta necessita para competir em seu nível máximo e prolongar o rendimento na carreira. Para ele, só pegar onda não é suficiente para a preparação para os competitivos circuitos brasileiro e mundial. Já vi surfista dizendo que fica seis horas por dia surfando. Não acredito nesse tipo de preparação, diz Tânio. Se o atleta fica seis horas por dia na água, não dura um mês. Fiz isso quando moleque e ficava o resto do dia dormindo. Adepto do que chama de Programa de Integração Corpo e Mente, Tânio dedica somente duas horas diárias ao surf, o suficiente para treinar sem chegar à exaustão. O treinamento físico e o preparo psicológico me dão base para suportar tudo: mar grande, pressão, mídia, conta. Para o técnico e preparador físico Marco Schultz, Tânio está consciente de querer conhecer não só suas qualidades como também suas limitações, e crescer com elas. Os resultados, não só na vida como na profissão, aparecem naturalmente, analisa ele. A grana para bancar o staff sai do bolso do surfista. Nem dá para levar o técnico nas viagens que faz, prática recorrente de atletas consagrados – como as atuais tricampeãs mundiais de vôlei de praia, Shelda e Adriana Behar. A dupla não viaja sem levar pelo menos quatro pessoas (duas para fazer estatísticas, um preparador físico e um técnico) de uma equipe de 12 profissionais – luxo bancado por patrocinadores. Treinar, todo mundo treina igual. O que vai fazer com que alcancemos as vitórias são esses diferenciais, afirma a cearense Shelda. Sempre demos muita importância ao trabalho em equipe. Não estaríamos no topo do ranking mundial e brasileiro se não houvesse essa estrutura, completa Adriana. (Isabela Mena)
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