O pastor Fred Phelps é líder da Igreja Batista de Westboro, um dos mais ativos grupos de ódio nos EUA

Enantiodromia: criado pelo psiquiatra Carl Jung, o termo descreve um príncipio que se aplica tanto à natureza quanto à psique: quando uma força torna-se superabundante inevitavelmente gera seu oposto.

Este é o pastor Fred Phelps, líder da Igreja Batista de Westboro. É uma organização cristã, mas considerada um dos mais ativos grupos de ódio nos EUA. Com uma argumentação bíblica, atiram para todos os lados: judeus provocaram o holocausto, Maomé foi possuído pelo demônio, Barack Obama é o próprio anticristo. Mas o alvo preferido dos fiéis da Westboro são os homossexuais. Marcam presença frequente em funerais de gays, exibindo para os parentes em luto cartazes como o acima: “Deus odeia viados”, ou “Graças a Deus pela Aids”. Culpam a “agenda gay” pelo iminente fim do mundo, quando Jesus mandará ao inferno toda a humanidade. Exceto eles, é claro. Contudo, a maior proteção da Igreja não é Deus. É a primeira emenda da constituição dos EUA (“Uma nação de gays”, garante Phelps) que garante a liberdade religiosa e de expressão.

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