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por Ricardo Calil
Trip #198

Danilo Couto, a maior onda do ano e o swell que acabou em acidente trágico em Mavericks

No dia 8 de fevereiro, Danilo Couto surfou na remada uma onda de 20 m em Jaws e desencadeou uma épica disputa entre os maiores big riders do mundo para estender os limites do surf no braço. Mas será que essa corrida pode sobreviver à trágica morte de Sion Milosky em Mavericks?

 

No fatídico 11 de março em que o tsunami que arrasou a costa nordeste do Japão ameaçou chegar até o Havaí, o surfista baiano Danilo Couto, morador do North Shore da ilha de Oahu, não conseguiu evitar um pensamento estranho: “Será que dá para surfar essas ondas?”. Apesar da preocupação com a ameaça a sua família e a sua casa no bairro de Waialua, o big rider gastou um tempo olhando as imagens na TV, consultando sites de surf e imaginando se seria possível “pegar” um tsunami.

No fim das contas, Danilo fez a coisa certa: depois que foi emitido um alerta no Havaí, botou a mulher e a filha em sua picape, carregou-a com seus pertences mais preciosos (incluindo sua gun 10’6’’ de estimação), dirigiu até uma parte alta de Oahu e passou a noite em claro na loja de conveniência de um posto de gasolina. No dia seguinte, o alerta terminou junto com a notícia de que o tsunami não chegaria com força no Havaí – bem a tempo de a reportagem da Trip aterrissar sem problemas em Oahu para entrevistar Danilo. O big rider baiano voltou para casa e não pensou mais em surfar o tsunami. Mas o mero fato de ter cogitado a hipótese de correr para o mar, enquanto o resto do Havaí fugia dele, demonstra que Danilo pertence a um grupo de surfistas muito peculiar.

“Vamos dizer que existam cem bons surfistas de onda grande no mundo. Desses cem, 20 são cabulosos. Desses 20, dez são psicopatas”, ele esclarece. Danilo é, segundo a própria definição, um psicopata – alguém que arrisca sua vida cotidianamente remando nas maiores e mais perigosas ondas do mundo. Mas, desde o dia 8 de fevereiro, ele faz parte de um conjunto ainda mais reduzido, talvez unitário: o dos big riders que surfaram na remada um vagalhão de 20 m de altura (ou 65 pés) – extraoficialmente o maior da história já pego e finalizado sem o reboque de jet ski. O feito aconteceu na mítica Jaws, ou Pe’ahi, na ilha havaiana de Maui – uma onda que quebra sobre os surfistas com o peso e a rapidez de mandíbulas (tradução de seu nome original). Ao lado de Danilo estava boa parte dos psicopatas: seu amigo havaiano Sion Milosky, Nathan Fletcher, Greg Noll, Mark Healey, Ian Walsh e os baianos Marcio Freire e Yuri Soledade – o que transformou aquele swell, segundo Danilo, em “uma final de Copa do Mundo”.

A onda de Danilo não impressionou só pelo tamanho, mas também pela dificuldade. Por causa do vento forte e dos bumps, ele quase caiu três vezes, mas conseguiu descer até a base e finalizar o vagalhão. “Eu mentalizei aquela onda passo a passo, no avião entre Oahu e Maui. Quando me equilibrei, apenas lembrei o que havia mentalizado. Aquela onda não foi acidental. Meu nome estava escrito nela.” Enquanto os big riders à sua volta berravam “onda do ano!”, Danilo entrava em êxtase. “Eu saí desse plano. É uma experiência transcendental entrar em comunhão com a natureza no momento em que ela demonstra essa força extrema.”

A QUEDA DO DOLLAR

Depois de surfar na remada uma direita de 20 m em Jaws, qual pode ser o desafio seguinte? Se você é um big rider brasileiro, a resposta é: ter seu feito reconhecido. No caso, isso passa pelo Billabong XXL. Nos dez anos da maior premiação do surf em ondas grandes, apenas um brasileiro, Carlos Burle, ganhou uma estatueta, a de maior onda de 2002 (Maya Gabeira já levou três prêmios na categoria feminina, mas por muito tempo ela foi quase uma estrela solitária entre as mulheres).

Para Danilo, “é muito mais difícil para um brasileiro ser reconhecido nesse meio. Nós não temos onda grande, não falamos inglês, não somos do primeiro mundo”. Burle faz coro ao colega: “O brasileiro tem que fazer o dobro do estrangeiro para conseguir ser premiado. E isso rolou este ano com o Danilo. A onda dele é incontestável”. Neste momento, Burle está empenhado na realização da terceira edição do Circuito Mundial de Ondas Grandes, “uma forma de diminuir a politicagem e a influência das grandes marcas no esporte”.

Danilo já foi finalista do Billabong XXL três vezes e não levou o prêmio. Neste ano, ele acha que chegou sua hora – talvez em dose dupla ou tripla. O big rider pode concorrer na categoria ride of the year (onda do ano), o prêmio principal de US$ 50 mil; e na monster paddle (maior onda na remada). E pode haver um extra: entrar para o Guinness Book com o recorde de maior onda da história no braço. A Billabong anuncia a altura oficial no dia da premiação, 29 de abril. Hoje, o recorde pertence ao americano Shawn Dollar, que surfou uma onda de 18,5 m em Mavericks, costa da Califórnia, no ano passado. Mas o último 8 de fevereiro pode se tornar o dia em que um baiano bateu o Dollar. “Mesmo se não vierem os prêmios e o recorde, a história já foi escrita”, afirma Danilo.

A PEIXADA DE BURLE

Dois dias depois do tsunami que não veio, Carlos Burle ofereceu uma peixada a alguns amigos em sua casa em Haleiwa, no North Shore. Entre os presentes, estavam este repórter e Danilo Couto. Foi mais um movimento de aproximação entre os dois big riders numa relação marcada pela tensão.

No Brasil, dois nomes marcaram a história do surf em ondas gigantes: Burle e Rodrigo Rezende. Por uma série de questões, os dois se estranhavam. E Danilo sempre foi mais próximo de Rezende, seu parceiro de tow-in. “O Burle é uma referência de profissionalismo no surf. Mas sempre me identifiquei mais com o Rezende, um cara antimarketing, desencanado da mídia.”

Há um ano Burle e Danilo começaram a aparar as arestas numa conversa no Taiti, que terminou com o primeiro dizendo para o segundo: “Você vai ser o próximo Burle”. Danilo diz ter sentimentos ambíguos sobre a frase. “Eu gostei do reconhecimento, mas eu só quero ser o Danilo.”

O empresário baiano Ernesto Simões, amigo de Danilo que ajuda a divulgar a onda de 20 m, tenta explicar o que isso significa: “O Danilo se jogou várias vezes em ondas gigantes sem ter fotógrafo ou jet ski para o resgate. Sempre surfou por prazer. É o surfista mais atirado do país”. Hoje Danilo sabe que é preciso também remar um pouco na onda da mídia. Na esteira da morra de Jaws, contratou assessores de imprensa no Brasil e no Havaí para que seu feito não passasse despercebido. “Agora acho que estou no meio do caminho entre o Burle e o Rezende.”

Na peixada em Haleiwa, o clima entre Danilo e Burle era 100% amigável. A única discordância foi sobre os limites do surf na remada em Jaws. Burle dizia que o pico de Maui não poderia ser surfado no braço nos dias dos maiores swells. Já Danilo garantia que dava para empurrar ainda mais o limite que ele havia estabelecido na onda de 20 m. Ali Burle decidiu remar no próximo grande swell em Jaws e tirar a prova.

CACHORROS LOUCOS

Por trás da conversa entre Danilo e Burle, está uma das grandes questões do surf hoje: o choque entre o surf de remada e o tow-in. Criado por Laird Hamilton e outros pioneiros para dominar ondas que seriam impossíveis de serem surfadas no braço, o tow-in teve uma explosão de popularidade na última década. “Você ia para um pico num swell médio e havia um crowd de gente rebocada com jet ski. Tinha windsurfista, velho, criança, cachorro, papagaio fazendo tow-in. Enquanto isso, o surf de remada quase estacionou”, analisa Danilo.

Nos últimos anos, porém, um movimento purista revalorizou a remada nas ondas gigantes. No mundo todo, surfistas começaram a se jogar remando em condições que só pareciam possíveis no tow-in. Em Jaws, os responsáveis pelo resgate da remada foram três amigos de adolescência baianos que se mudaram para o Havaí há mais de dez anos: Danilo, Yuri Soledade e Marcio Freire – que, pela insanidade de remar nas ondas gigantes de Pe’ahi, foram batizados de Mad Dogs pelos locais.

“Eu saí desse plano. É uma experiência transcendental entrar em comunhão com a natureza no momento em que ela demonstra essa força extrema”

Jaws foi descoberta pelos windsurfistas no começo da década de 90, depois foi dominada pelo tow-in de Hamilton e sua turma e, ao longo dos anos, foi surfada no braço em dias menores por atletas atirados como os brasileiros Eraldo Gueiros e Rezende. Mas foram os três mosqueteiros baianos que decidiram remar ali também nos swells maiores. Eles começaram em 2006 e logo chamaram a atenção da comunidade de ondas grandes. Mas a história só explodiu mesmo em 16 de janeiro deste ano, quando a imagem de uma poderosa esquerda de Danilo correu o mundo.

De repente, os psicopatas entenderam que Jaws na remada era a nova grande fronteira do surf. Eles começaram a assediar Danilo – reconhecido também como um talento para decifrar as previsões e antecipar um swell épico – para avisá-los sobre a próxima grande onda.

Em um esporte com tão poucos praticantes e tantos riscos envolvidos, ainda há brechas de camaradagem em meio à rivalidade. Assim, Danilo decidiu avisar seus colegas de que o swell de 8 de fevereiro tinha potencial para ser histórico. Os Mad Dogs viram seu paraíso particular se transformar em uma sessão coletiva. E, em meio aos melhores do mundo, um cachorro louco brasileiro pegou a onda do dia.

Para Soledade, o feito de Danilo foi uma questão de justiça cósmica: “Foi ele quem se preparou melhor para aquela onda e decidiu compartilhá-la com outras pessoas. É carma: ele apenas recebeu de volta o que fez aos outros”. Danilo concorda com a explicação. “Acho que a atitude de não egoísmo me trouxe aquela onda. Um tempo atrás uma kumu, uma sábia havaiana, me disse que os espíritos de antigos reis surfistas colavam em alguns de nós em certas situações, para viver de novo aquele prazer. Acho que aconteceu comigo.” Aos 36 anos de idade e 16 de Havaí, ele resume seu destino numa frase: “Eu nasci para pegar aquela onda”.

BACK TO BAHIA

Ao longo de sua vida, Danilo teve inúmeros motivos para não estar naquela onda. Nascido em uma família de classe média alta de Salvador, dona de fazendas de cacau na região de Ilhéus e Itabuna, ele teve que enfrentar a oposição dos pais quando anunciou, aos 10 anos, que queria aprender a surfar. Danilo fez uma greve de choro durante um fim de semana e só parou quando o pai anunciou que iria comprar uma prancha usada.

Três anos depois, ele começou a participar de campeonatos estaduais e regionais, competindo contra os amigos e futuros Mad Dogs Yuri e Marcio, obtendo resultados como um vice baiano. No fim da adolescência, ele tomou um rumo mais próximo ao sonho dos seus pais, entrou para a faculdade de economia e parou de competir.

Após dois anos do curso, Danilo disse ao pai que queria passar uma temporada na Califórnia estudando inglês. No caminho, parou em Maui para visitar o velho amigo Yuri, que havia se mudado para lá, perdeu a passagem para a Califórnia e decidiu continuar na ilha. Depois de alguns meses, mudou-se para Oahu, transferiu-se para uma faculdade de economia local, mas acabou descobrindo que sua verdadeira vocação eram as ondas grandes e pesadas do North Shore, como Sunset e Pipeline. Em 1999, largou a faculdade e começou uma bem-sucedida carreira de big rider, primeiro na remada e depois no tow-in com Rodrigo Rezende, casou-se com a artista americana Laura e teve a filha havaiana Tiare.

Enfrentou a oposição dos pais quando anunciou que queria surfar. Danilo fez greve de choro até ganhar uma prancha usada

“Eu sei que muita gente diz que o medo é um combustível para as ondas grandes. Não para mim. Acredito na conexão com o mar”, diz Danilo. Sua mulher complementa: “Eu tento apoiar, não passar uma energia negativa. Mas tenho que praticar certo desapego. Vejo na boa as fotos das ondas gigantes que ele pendura em casa. Mas, quando as pessoas ficam assistindo aos vídeos do Danilo na internet, prefiro sair de perto. Não quero ficar obcecada”.

Apesar de ter sido indicado três vezes ao XXL, o bem-nascido Danilo teve que enfrentar os altos e baixos inerentes a sua atividade. Foi obrigado a complementar o orçamento com vários bicos: lavador de pratos e de carros, assistente de marcenaria, jardineiro etc. Até hoje continua na batalha pela estabilidade financeira.

Em 2010, Danilo soube que as poucas fazendas de cacau que restavam em poder de sua família estavam em petição de miséria e tomou para si a tarefa de reerguê-las. Passou duas temporadas na região de Ilhéus trabalhando nas plantações, lidando com sem-terra, carregando facão na cintura. Só quando as coisas estavam encaminhadas voltou para Oahu.

Seis meses atrás, Danilo trabalhava como instalador de painéis solares para completar o orçamento, composto basicamente do patrocínio da O’Neill brasileira. Mas, quando o inverno havaiano se aproximou, ele disse a seu patrão que precisava focar 100% no surf, entrar em forma e apostar em uma grande temporada. Se não fosse por essa decisão – e por uma passagem perdida e uma greve de choro –, aquela onda nunca teria sido surfada.

BAÚ DA FELICIDADE

Na sessão de 8 de fevereiro em Jaws, havia um psicopata faltando, talvez o mais célebre deles: o havaiano Shane Dorian, considerado uma espécie de Kelly Slater das ondas grandes. Mas, claro, a morra de 20 m de Danilo não passou despercebido para o havaiano. Alguns dias depois, Dorian enviou um torpedo ao brasileiro dizendo que gostaria de estar junto dele na próxima.

Quando um novo swell promissor se aproximou de Jaws em março, Danilo abriu novamente a caixa-preta e chamou todos para uma sessão – mesmo sabendo que essa decisão significava reabrir a disputa pelos prêmios do XXL. “It’s on, dog”, ele escreveu em um torpedo para Dorian. Apareceram para remar pela primeira vez em Jaws nomes de peso como Dorian, Burle e James Sterling. A Trip também estava presente para conferir o swell épico de 15 de março.

“Acho que a atitude de não egoísmo me trouxe aquela onda.” Ele resume seu destino numa frase: “Eu nasci para ela”

Como sempre fazem, Danilo e Marcio Freire desceram pelo penhasco que se eleva sobre Jaws, caminharam pelas pedras e entraram no mar encarando as ondas para se sintonizar com a natureza. Os outros preferiram a alternativa mais confortável de pegar carona em um jet ski e chegar à ondulação por trás. Dorian veio com um equipamento extra na bagagem: um colete salva-vidas que infla rapidamente quando acionado em caso de uma vaca grande.

O dia começou com tow-in e terminou em windsurf. Mas o crowd do penhasco só tinha olhos para os 12 surfistas de remada. “Achei que era impossível surfar Jaws no braço”, uma fotógrafa americana comentou. “Era impossível”, respondeu sua vizinha.

Burle tomou uma vaca que colocou sua vida em risco. Mas depois ele diria que aprovou a experiência e que iria lutar para incluir uma etapa de remada em Jaws no próximo Circuito Mundial de Ondas Grandes. Danilo também vacou bonito. Na hora de ser resgatado por um jet ski, seu leash quebrou, e sua 10’6 foi jogada pelas ondas nas rochas. Foi o fim da vida útil da prancha e da sessão de Danilo. “Hoje foi dia de carnificina”, resumiu o big rider.

Não para todos. Dorian dropou a bomba mais assustadora do dia e manobrou para entrar no tubo – antes de ser engolido pelas águas, bater a cabeça na prancha e acionar seu colete. Ainda assim, foi uma onda impressionante por sua altura e força, o que pode ter colocado uma pulga atrás da orelha dos organizadores do XXL.

Mais tarde, os Mad Dogs analisaram as fotos e os vídeos do dia e avaliaram que a onda de Dorian pode ter um tamanho equivalente à de Danilo, cerca de 20 m. Para o brasileiro, a vantagem é que o americano não finalizou a onda. A desvantagem é que Dorian é uma estrela patrocinada pela Billabong. Danilo acredita que seu concorrente possa ameaçar o prêmio de monster paddle e até a entrada no Guinness. Mas não o prêmio principal, o ride of the year, por não ter completado a onda.

Sempre falante e bem-humorado, Danilo não conseguia esconder uma ponta de frustração por ter pegado só uma “marola” de uns 10 m e ter perdido sua prancha preferida. “Depois de pegar a onda da minha vida, eu tinha que pagar as prestações do baú da felicidade com uma vaca, até para colocar o pé de novo no chão.”

A ÚLTIMA ONDA

Naquela mesma noite, Danilo já estava voando até a Califórnia para surfar o mesmo swell, que agora avançava em direção a Mavericks. Enquanto isso, a reportagem da Trip voltava ao Brasil. Numa escala em Atlanta, ficamos sabendo que o 16 de março entrou para a história do surf não por mais um recorde, mas pela morte de Sion Milosky em Mavericks – mesmo palco do desaparecimento do havaiano Mark Foo em 1994. Sion foi um dos big riders que Danilo convidou para desbravar Jaws na remada. No dia de sua morte, o brasileiro estava lá e disse estar “devastado”. “O Sion estava pegando as maiores ondas daquele dia, com um sorriso gigante no rosto. Comentamos que estávamos com pranchas do mesmo tamanho. Um pouco depois, ele pegou a grande onda do dia, foi varrido e ficou muito tempo debaixo da água. O Nathan Fletcher, que é como um irmão dele, foi para a beira e, quando voltou, não viu mais o Sion. Só o encontrou boiando 15 min depois. Eu estava na areia quando vi o corpo chegar e tentarem ressuscitá-lo. Todo mundo ficou gritando seu nome, rezando para ele voltar.” Algum tempo depois, Danilo e Dorian começaram a trocar mensagens de texto e discutir medidas para diminuir os riscos de futuras mortes – como a obrigatoriedade de uma equipe de resgate nos dias de swell gigante e o desenvolvimento conjunto do colete inflável. De uma hora para outra, a disputa pelo título de maior onda da história se tornou um assunto minúsculo.

No dia seguinte, os surfistas fizeram uma cerimônia de despedida, e Fletcher levou a mulher de Sion até Mavericks de jet ski. Ela queria ir até o olho do furacão para entender o que havia acontecido. “Eu fiquei imaginando o que ela deve estar sentindo e me perguntando se eu quero que minha família passe por isso. É um impacto inicial, mas é muito forte”, afirmou Danilo à Trip, por telefone. “Estamos fragilizados, mas vamos sair mais fortes. Iremos continuar alimentando nossos espíritos para superar limites. Não passa pela minha cabeça parar. É o que eu faço e não vou mudar.”

Veja abaixo os vídeos das ondas de 20m de Danilo Couto e Shane Dorian em Jaws e da vaca que matou Sion Milosky

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