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André Viana, colaborador das revistas Daslu e Mitsubishi, alimentava um certo preconceito com a literatura americana.?Tem muitos autores brasileiros para se ler?, justifica. O Que Eu Amava, romance da escritora Siri Hustvedt, conseguiu amenizar sua relutância com os livros ianques. Siri é sra Paul Auster, um dos maiores nomes da literatura americana contemporânea, e, segundo André, mais talentosa que o marido.
A história do livro se passa na Nova York da década de 70, em meio à efervescência cultural do Soho. A trama começa quando um historiador de arte visita uma galeria do bairro e se apaixona por um quadro de um pintor até então desconhecido. Ele compra a obra e, não satisfeito, vai atrás do artista, de quem se torna grande amigo. Os dois se mudam para o mesmo prédio com suas mulheres e tornam-se pais na mesma época.
Mas os bons tempos são interrompidos por uma tragédia e um caso de dupla personalidade. Anos mais tarde, o historiador revê o relacionamento com o amigo e a história das duas famílias. ?O livro oscila entre um romance familiar e um thriller psicológico?, resume André. Além de traçar um retrato da cena de arte nova-iorquina do fim da década de 70, O Que Eu Amava aborda temas como amizade, amor e loucura. ?A autora tem um olhar aguçado para as relações, sabe descrever as contradições, o cotidiano, traz muitos detalhes. É um livro fácil de ler, uma leitura quase jornalística, direta, sem metáfora?, finaliza.
(por Bruna Bittencourt)
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