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DIA DA PONTE

Existe um dia, ou melhor, seis horas em que o BASE Jumping é não só permitido, como incentivado.

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Vivemos em uma época na qual alguns esportes, considerados extremamente perigosos ou até insanos, são proibidos por lei. O BASE Jumping, ou o salto de construções, montanhas, antenas e outras plataformas com um velame único nas costas, é talvez o mais glamourosamente arriscado deles; um que desafia de cara duas leis: a da gravidade, e a outra. Mas existe um dia, ou melhor, seis horas de um dia, em que o BASE Jumping é não só permitido, como incentivado. Trata-se do Bridge Day, que se dá anualmente no terceiro sábado de outubro, na cidade de Fayetteville, em West Virginia. Há 10 anos, a Câmara do Comércio da cidade decidiu abrir as portas – e a ponte de New River George (altura: 876 pés) – para a prática do BASE e, mais recentemente, para a prática do rappel. As corajosas almas que se dispõe a agarrar essa janela de oportunidade e saltar, têm entre 1 e 6 segundos para comandar o velame. No caso de um imprevisto – e no BASE Jumping não há lugar para mais de um imprevisto – em 8 segundos o corpo, em queda livre, choca-se fatalmente com a água. Mas desde que a ponte foi inaugurada, há 21 anos, apenas 3 fatalidades relacionadas ao BASE Jumping foram registradas. Só que existe um lado do Bridge Day sobre o qual pouco se fala. Enquanto, durante o dia da legalidade, 300 jovens enfileiram-se na ponte esperando pela sua vez de saltar, 180 comerciantes, todos com barracas no local, enfileiram-se para aproveitar a chance de capitalizar em cima do evento. Tão logo o Bridge Day desse ano foi encerrado, uma lista de espera com nomes de 100 outros empresários dispostos a levar seus negócios para o local por um fim de semana, já havia sido enviada à Câmara do Comércio de Fayetteville. ‘Esse é o maior evento de um dia do Estado’, disse Keith Spangler, diretor da Câmara do Comércio da cidade, ao jornal The L.A Times. ‘É quando nos mostramos ao mundo’. Ou de que outra forma você ouviria falar em Fayetteville? Além disso, quinhentos funcionários estaduais, entre bombeiros e paramédicos, são anualmente cadastrados para trabalhar durante o Bridge Day. Para a rede hoteleira local, que movimenta nesse fim de semana mais de 1,5 milhões de dólares, e para a alimentícia, que serve 200 mil visitantes extras, esse é o fim de semana mais movimentado do ano. Apenas um exemplo de como, com organização, segurança e dedicação, esportes de alto risco podem ser não só praticados, mas também desfrutados por uma comunidade inteira. Na mesma ponte, um pouco mais adiante, enquanto os carinhas do BASE Jumping saltam, 250 praticantes de rappel, selecionados através de uma loteria, descem livremente pelas encostas da segunda maior ponte do país.

NOTAS

MAVERICK’S
Enquanto rola o período de espera para o Men Who Ride Mountains, quem quiser saber mais sobre o famoso big-break californiano: www.mavsurfer.com, mesmo que o seu inglês esteja fraco, vale pelas fotos.

FUNDOS ARTIFICIAIS
Dia 27 de setembro, o primeiro reef artificial da história, construído para devolver as ondas à praia de São Clemente, nos EUA, ficou pronto. O acontecimento é um marco para o surfe mundial porque, pela primeira vez, ondas surfáveis tiveram sua preservação defendida em tribunais. Há 12 anos, a distribuidora de petróleo Chevron instalou uma de suas refinarias no local e alterou o fundo do oceano para proteger seus canos. Em 1994, um órgão do governo norte-americano determinou que a empresa deveria construir um reef artificial para que a praia voltasse a ser um ponto para o surfe. A empreitada vai levar o nome de Pratte’s Reef.

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