em 15 de janeiro de 2014
Desconcerto
Eu me assusto e me divirto
Com bobagens que parece,
Só eu percebo.
Vivo dividido entre o prático
E meus loucos devaneios
Sem saber a que lado pertenço.
Solidamente ambíguo,
Enrolado em minhas atrapalhadas,
Prossigo de teimoso por que errei
Onde era preciso que errasse.
Mas minha vida sempre foi minha
Nunca foi emprestada
Dá má vontade dos outros.
Procurei caminhos inexplorados
Quando era para desistir
Preciso viver em permanente recriação
Sem me importa se estou preso
Ao desconcerto que de viver
Faz parte.
**
Luiz Mendes
23/11/2013.
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