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Já que não dá para vencê-los, ao menos saiba como funcionam os radares de velocidade

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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São 91 só em São Paulo. Os radares fotográficos das grandes capitais brasileiras são divididos entre o modelo fixo, o móvel e a lombada eletrônica. Cada um custa cerca de US$ 45 mil e, desde que entraram em uso, segundo a CET, ajudaram a diminuir em 32,5% o número de vítimas fatais de acidentes. A parte suspeita da história é que as empresas responsáveis pelas máquinas recebem de acordo com o volume de multas: em São Paulo, a Engebras (radares fixos) recebe R$ 18,97 por multa; a Consladel (móveis), R$ 23,30; e a Inepar (lombadas) ganha R$ 29,09. São aplicadas 250 mil multas por mês na capital paulista, com preços variando de R$ 127,69 (infração grave) a R$ 574,61 (gravíssima). Saiba como funcionam os radares fotográficos.

Móvel
O quê: São os que ficam sobre tripés e podem funcionar em diversos pontos da cidade, utilizados também pela Polícia Rodoviária nas estradas de acesso à capital paulista. O modelo RIT-M 300 tem o formato de uma pistola e é movido por bateria.
Como funciona: Com um flash de laser que alcança o veículo e volta com a informação da velocidade registrada. Se estiver fora do limite, o mesmo flash é capaz de ler a placa do veículo e registrar a imagem em uma câmera fotográfica comum – que leva filmes.
Quantos: 20 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro, 2 em Porto Alegre e 8 em Salvador.

Fixo
O quê: São os equipamentos fixados em postes metálicos. Existem três tipos de radares fixos: o RIT 100, que fotografa duas faixas, o RIT 200, que cobre as
quatro faixas, e o RIT 300, que envia o registro de infração direto para o policial via cabo de fibra ótica ou microondas.
Como funciona: Por meio de variação eletromagnética, com a ajuda de três frisos no chão, acionados quando tocados por um objeto de metal (o pneu tem ligas de ferro). A máquina calcula a velocidade usando o intervalo entre o toque de um friso e outro. Caso o carro esteja fora do limite de velocidade, a placa é
clicada por uma câmera digital. As informações ficam em um disquete com capacidade para 60 mil imagens.
Quantos: 40 em São Paulo, 10 no Rio de Janeiro e 13 em Porto Alegre.

Lombada Eletrônica
O quê: RIT-L100 é o único modelo, composto por duas torres (uma em cada lado da rua) e com um marcador digital de velocidade em uma delas.
Como funciona: Usa os frisos no chão para controlar a velocidade e registra a infração como o radar fixo.
Quantos: 31, apenas em São Paulo.

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Mais dicas sobre os radares fotográficos de velocidade

Como a maioria das pessoas pensa, a tolerância no limite da velocidade não gira em torno de 10%. De acordo com as CETs de algumas capitais, a tolerância é de 7 km/h. A justificativa é que os 10% não adiantariam muito para um radar de 30 km/h. A discrepância de 7 km/h existe para tolerar possíveis desvios nos velocímetros. Vamos supor que um velocímetro tenha um desvio de 2 km/h. Marcando 30 km/h, o carro estará a 32 km/h. Marcando 60 km/k, o carro estará a 62 km/h e assim por diante. Caso a discrepância do radar fosse de 10%, o desvio seria diretamente proporcional com a velocidade. Por exemplo, em um radar de 30 km/h, poderia-se passar até 33 km/h, em compensação, em um radar de 100 km/h, poderia-se passar até 110 km/h, e então, os 10% perderiam a lógica. Por isso em qualquer radar, passe a 7 km/h a mais do limite e não ganhe multa. Como não temos certeza da precisão de nossos velocímetros, melhor não arriscar. A propósito, esse papo de por um CD pendurado no porta-malas ou de envernizar a placa para refletir a luz do flash do radar, é como acertar na loteria. O raio de incidência da luz do flash deverá ser congruente com o raio refletido, exigindo uma angulação precisa da placa para que a luz volte refletida e faça estrago no filme do flash. Portanto, melhor não arriscar.

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