Cyber Anarquismo
Marcelo Tas, apresentador do Vitrine, na TV Cultura, comenta TAZ, de Hakim Bey
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
TAZ não é meu parente. Até porque meu Tas é com s. Mas o assunto deste
livro-xará tem a ver com a minha família de pensamentos: a liberação do
corpo e da mente.
Hakim Bey viaja numa idéia no mínimo fascinante: a das Zonas Autônomas
Temporárias (daí a sigla TAZ). O cara parte de um fato inquietante. Desde o fim dos piratas no século XVIII não existe mais um pedaço de planeta que você possa por os pés sem pedir autorização ou obedecer as regras de algum governante e pagar impostos.
Daí ele nos convida a pensar numa coisa esquisita: o nomadismo psíquico. É uma tática que inclui rota de caravanas virtuais, bazares undergrounds,oásis de prazer e produtividade usando a criatividade e a Internet.
Dentro dessa sacola ele coloca um monte de gente esquisita como eu e
provavelmente você, leitor da Trip. É gente que gosta viajar (no mundo físico e mental), que não se encaixa num emprego normal e vive experimentando novas dietas, formas de amar e religações com Deus.
Parece papo de maluco mas apesar do assunto complexo o livro é fininho e
gostoso de ler.
O autor de TAZ é uma espécie de Mano Brown do primeiro mundo. Não fala com a
imprensa. E é famoso por nunca ter sido fotografado. Mas já que ele mesmo
nos estimula à desobedecer regras entrego aqui o endereço de uma foto que
escapou ao controle do cyber-anarquista. Prepare-se porque o bicho além de
doido é feio pra caramba.
Marcelo Tas é apresentador do programa Vitrine, da TV Cultura.
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