Cuidado: loira ao volante
Bancamos um curso de direção defensiva para o segurança do Chiquinho Scarpa
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
O que seria dos júris dos concursos de misses e das festas para eleição de Reis Momos não fosse a presença dele? Lenda viva, o figurão Chiquinho Scarpa é digno de ser preservado como patrimônio público. Pensando nisso, convidamos Rita Araújo, a Loira, 35, que chefia sua equipe de segurança (15 homens!), para participar de um curso de direção defensiva para quem tem veículo blindado, realizado pela IAC do Brasil (International Armoring Corporation) – uma das três maiores empresas de blindagem do mundo, que já desenvolveu dois papamóveis e outros veículos blindados para Boris Ieltsin – ex-presidente da Rússia -, SWAT e o governo norte-americano.
Loira trabalha com Chiquinho há cinco anos. Além de afugentar os larápios, ela é hostess do clube Billionaire, do qual Scarpa é sócio, assessora de imprensa e secretária-geral – cargo que a obriga, entre outros despautérios, a organizar o arsenal de cosméticos do conde. Há compensações: um cartão de crédito (dele) na carteira (dela), convites para mostrar os dotes em uma revista masculina e o respeito do patrão. Se ele quer sair e eu digo não, é não e acabou, gaba-se a Loira.
Deselegância indiscreta
Às sete da madruga de um sábado, só depois de muito café para Rita encarar as quase três horas de aula do professor Galvão França. Teatral, ele destilava seus truques: nunca olhar fixo o ladrão, falar pouco, nada de gestos bruscos e dar ao bandido o que ele quer. Rita concorda: Querer catequizar o cara, falar em Deus, família, não funciona. Bandido não tem esses valores, ensina ela, que não deixa o conde desfilar a Maserati blindada sem um carro na cola, com no mínimo quatro seguranças. Se o esquema furar, a Loira põe em prática seus conhecimentos em boxe e jiu-jitsu e, último caso, bota para funcionar a buldoguinho, sua pistola 635.
À tarde, aula prática de direção evasiva. Eufórica, Rita quis ser a primeira a assumir a direção do carro-teste. Sem blindagem, nem pense em ir em frente. Desça do carro e entregue as chaves, ordena Galvão (o Brasil tem 14,5 mil veículos, a 3ª maior frota de blindados do mundo – perde só para Colômbia e México). Ir e vir num corredor estreitíssimo de 25 metros e passar com o carro entre cones foram exercícios fáceis. Galvão incrementava a cena com tiros de paintball no vidro e frases ao estilo Vai! O cara vai te matar! Não pára!. A idéia é manter o veículo em movimento para que as balas não atinjam o mesmo ponto – a blindagem pode ceder.
Todos guardavam energia para o grand finale: o cavalo-de-pau. Rita tomou a frente de novo: A teoria é simplérrima: arrancar, pisar na embreagem, dar meia-volta com a direção e puxar o freio de mão. Mas o carro insistiu em não virar mais que 100 graus. Algumas tentativas depois, a sempre autoconfiante Rita era a expressão do desânimo. Odeio quando não consigo fazer uma coisa, lamentou a todo-poderosa.
Deu meda?
O curso de direção defensiva e evasiva – parceria da IAC do Brasil, empresa de blindagem, com o Centro de Treinamento Pires, tel. (11) 4645 2777 – custa R$ 500. De graça, anote as medidas preventivas sugeridas por Galvão:
> Não exponha valores no carro
> Deixe sempre à mão a carteira do ladrão, com cerca de 50 reais
> Não pare o veículo em semáforos (se vir que o sinal está fechado, reduza a velocidade)
> Escolha a faixa de tráfego (evite ser o primeiro da fila e parar na da esquerda)
> Pode desembolsar R$ 40 mil? Blinde o seu carro
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