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Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
Globo [www.globolivros.com.br], 215 págs., R$ 29
Num futuro próximo, em uma sociedade opressora em que a leitura é proibida, o bombeiro Guy Montag tem a função de manter a ordem queimando livros. Em crise, ele se rebela e passa a esconder publicações em sua casa. Com essa história, que virou filme nas mãos de François Truffaut, Ray Bradbury criticou todas as formas de regimes totalitários e, sobretudo, o efeito anestésico e docilizante da indústria do entretenimento (quando Fahrenheit 451 foi lançado em 1953, a televisão se popularizava e Theodor Adorno já havia perguntado: Como escrever poesia depois de Auschwitz?). Entre nós, no entanto, ler nunca foi crime. O incêndio é mais embaixo: nossos livros servem para enfeitar estantes e preencher espaços em páginas de revista. E só. (EF)
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