Coragem, prêmio, reconhecimento
Dois atletas brasileiros são finalistas da principal premiação de surfe em ondas grandes
Danilo Couto, um dos cinco finalistas na categoria Maior Onda do XXL 2010, no Natal de 2009, em Jaws, Maui, Havaí / Créditos: Imagem: Batel Shimi
em 12 de abril de 2010
A melhor temporada de surfe dos últimos anos; para alguns, a melhor de todos os tempos.
Assim acabou o inverno do El Niño no hemisfério Norte. Nas competições e no free surfe de ondas grandes, uma elite de atletas excedeu os limites, e o desfecho virá com o resultado do Billabong XXL, concurso que premia surfistas e fotógrafos/cinegrafistas pela atuação nos maiores mares nos últimos 12 meses.
O número de inscrições para o prêmio já era grande e foi ampliado dois dias antes da data-limite, quando um enorme swell encostou em Teahupoo (Taiti), elevando a mais de mil as imagens participantes.
Quatro categorias já têm finalistas definidos: “Ride of the Year”, o maior prêmio (US$ 50 mil), pelo desempenho por toda a onda; “Biggest Wave” (US$ 15 mil mais um jet ski), pela descida com sucesso na maior onda; “Monster Paddle”, pela maior onda na remada; e “Monster Tube”, pelo maior e melhor tubo.
Há dois brasileiros entre os indicados: Danilo Couto, que no dia de Natal recebeu de “presente” uma esquerda com cerca de 23 metros em Jaws (Havaí), e Alex Martins, radicado nos EUA e local de Mavericks, onde surfou na remada, no dia 13 de fevereiro, a onda inscrita.
Várias indicações saíram desse swell de Mavs, um dia de rara perfeição no qual os melhores big riders do mundo abriram mão do jet ski e, usando apenas a propulsão humana, surfaram algumas das melhores e maiores ondas da temporada.
Entre as cinco indicações para a “Ride of the Year”, quatro são de ondas surfadas na remada, o que evidencia a tendência de volta às raízes.
Também chama a atenção entre os indicados a ausência de Greg Long, vencedor das principais provas do período e de várias categorias do concurso nos últimos anos.
Três categorias (pior caldo, desempenho geral no ano e feminina) ainda não têm os finalistas definidos. Na feminina, nossas chances são boas. À tricampeã do concurso, Maya Gabeira, juntam-se Silvia Nabuco e Andrea Moller. Os vencedores serão conhecidos no dia 23.

BRASILEIRO DE SURFE
Adiado por conta da chuva no Rio, que impediu a vinda de atletas, o Brasil Surf Pro começou ontem com altas ondas, em Itamambuca, Ubatuba (SP).
MUNDIAL DE SURFE – WT
O Rip Curl Pro, segunda etapa do Tour, deve acabar hoje, em ondas pequenas em Bells (Austrália). Mineirinho está nas quartas, Jadson pode chegar, e Gabriel Medina, 16, venceu C. J. Hobgood e parou no campeão mundial Mick Fanning.
MUNDIAL DE LONGBOARD
A segunda etapa da divisão de acesso começou ontem, em Boca Barranca (Costa Rica)
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