MONTE EVEREST - O pico mais alto do planeta chegou ao cúmulo de ter congestionamentos de escaladores a mais de 8 mil metros de altura, isso em trilhas onde os aventureiros são obrigados a passar em meio a cadáveres de quem ficou pelo caminho. Hoje mais de 500 pessoas atingem o topo por ano – em uma situação assim, não dá nem pra achar um lugar para levantar acampamento. E há o caso de aventureiros com dinheiro, mas sem preparo, dispostos a pagar até US$ 120 mil para conquistá-lo, ou ao contrário – aqueles com orçamento menor, obrigados a contratar guias menos experientes –, que ajudam a explicar o número de mortes / Créditos: Reprodução
ILHAS PHI PHI E PHANG NGA BAY - O litoral do sul da Tailândia e suas ilhas que são montanhas de pedras aparecem em filmes como A praia e 007 contra o homem da pistola de ouro, mas as duas praias que serviram de cenário não aguentaram a exposição. São tantas lanchas na rota das microilhas Phi Phi e da baía de Phang Nga que muitas nem aportam – os turistas só dão a volta no barco. Em Phang Nga, a praia até mudou de nome para... James Bond Island / Créditos: Caio Vilela
STONEHENGE - O círculo de pedras que remete à Idade do Bronze, famoso pelo alinhamento com o nascer do Sol no solstício de verão, atraiu este ano, só nesse dia (que é o mais longo do ano), mais de 21 mil pessoas na pequena planície de Salisbury, no sul da Inglaterra. O problema, além da lotação de druidas, pagãos e outras pessoas com tendências místicas e alta carga psicodélica, é que muitas dessas pedras já foram danificadas por turistas vândalos e, não fosse suficiente, duas grandes rodovias estão perigosamente próximas do sítio / Créditos: John Batdorff II/Alamy
MACHU PICCHU - Em 2007, a construção da ponte sobre o rio Vilcanota facilitou o acesso ao santuário inca, dando alternativa a quem só tinha o trem – ou aquela homérica caminhada – como opção de viagem. Se a construção não é o único motivo, é o principal no aumento do número de visitantes por ano, que saltou de 9 mil em 1992 para mais de 1 milhão em 2011. Ainda que hoje a entrada esteja limitada a 2.500 pessoas por dia – o que não ajuda a diminuir a conta final –, a cidadela continua sofrendo com erosão, deslizamentos de terra e crescimento descontrolado das redondezas / Créditos: Ozimages/Alamy
TEOTIHUACAN - O sítio arqueológico mais visitado do México, com suas pirâmides, palácios e templos, distante apenas 40 quilômetros da Cidade do México, representa a cultura anciã de mais de 20 séculos, mas também abriga uma loja da Bodega Aurrera – parte da rede Wal-Mart – a 1 quilômetro de seus templos. O lugar já não era dos mais conservados (apesar de ter sido declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1987, antes de Machu Picchu), mas talvez tenha aberto demais as pernas / Créditos: Reprodução