CONDICIONAMENTO SOCIAL
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Mais do que o crescente número de atletas, competições e interesse do público, a maior evidência da popularização da ‘corrida de aventura’ foi a dissidência do criador e organizador da principal prova, Raid Gauloises, o francês Gerard Fusil.
Há mais de uma década, Fusil percebeu o potencial de combinar esporte e aventura, acrescentou a diversidade de modalidades, juntou homens e mulheres nas equipes, num formato vencedor que deu filhotes em todo o mundo.
Após ver o modelo ser copiado pela rede de TV norte-americana ESPN, que com a Eco-Challenge popularizou e rentabilizou o esporte, vendeu o Raid e começou a desenvolver outro concorrente de sua criação.
O ELF Adventure Race, cuja primeira edição foi no mês passado, nas Filipinas, teve de um tipo de caiaque nativo das ilhas, até patins in-line.
No ano que vem, em maio, a prova deve acontecer no Brasil, ao que tudo indica no sul da Bahia, onde alguns franceses ‘suspeitos’ foram vistos investigando a área. Os 500 anos do descobrimento podem ser outro atrativo.
Já a EMA (Expedição Mata Atlântica), versão brasileira da prova, terá sua segunda edição em outubro. Combinando caminhada (100 km), mountain-bike (200 km), bóia-cross (15 km), canoagem (85 km), além de 150 metros de rapel, as equipes com três integrantes completarão a prova em no mínimo quatro dias.
Muitos brasileiros, têm se dedicado ao esporte e treinado nos finais de semana não só o condicionamento físico como também a navegação cartográfica, fundamental para um bom desempenho.
Nesse sentido, Fusil, com seu ELF, inova. Diferente de outras provas que primam pela rusticidade, na ELF é permitido usar e abusar da tecnologia, incluindo GPS (sistema global de posicionamento) e telefone celular mundial (Iridium).
Mas o mais avançado nesse esporte tão atual está na obrigação das equipes em realizarem algum projeto social na região da competição.
Condicionamento físico, desenvolvimento intelectual e cooperação social, uma combinação que pode se tornar vital muito em breve.
NOTAS
Pontos
Mesmo somando 24,35 pontos em sua bateria da terceira fase do Tahiti Pro, suficientes para vencer 13 das 16 disputadas, Renan Rocha perdeu para Kalani Robb, segunda maior pontuação do dia (26,05), que por sua vez só ficou atrás dos 28,85 de C.J. Hobgood, a maior da temporada no WCT. Menos afortunado os 15 pontos de Richard Lovett foram na cabeça depois de beijar o afiado fundo de coral da pesada onda de Teahupoo, que esta semana chegou a quebrar com 12 pés. Shea Lopez e Kaipo Jacquias também se contundiram e ficaram de
fora da prova. O tahitiano Manoa Drollet é a sensação da quarta etapa do mundial de surfe e já desclassificou o líder e o vice do ranking, Taj Burrow e Beau Emerton. Nenhum brasileiro e nenhum dos cinco primeiros no ranking continuam na prova que deve terminar amanhã. No feminino encerrado domingo, a australiana Kate Skarratt, convidada, foi a vencedora. A brasileira Tita Tavares ficou em quinto na prova, posição que também ocupa no ranking mundial.
Ultramaratona
Depois de correr cerca de cinco mil quilômetros nos últimos quatro meses como preparação Valmir Nunes, 35, vai tentar no próximo sábado na França o tricampeonato mundial nos 100 km.
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