Causa do Caos nas Grandes Cidades
Aqueles que possuem o poder, ou o capital que determina o poder, não vivencionam o inferno
em 30 de dezembro de 2009
METRÓPOLES
As grandes cidades, como São Paulo, por exemplo, podem estar oprimidas pela violência, neuroticamente estagnadas pelo trânsito e desesperadamente lotadas de pessoas como formigueiro.
Os favelados; o pessoal dos morros; as pessoas realmente pobres podem se matar loucamente ou ser mortas pelas balas perdidas da “repressão à violência”. Podemos, nós habitantes das grandes metrópoles, estar doentes e até sendo mortos pela poluição do ar, das águas, dos sons e dos visuais. Podemos estar espremidos, esmagados pela estreiteza de nossas moradias, pela lotação dos ônibus e metrôs (não existe mais horário de “pico”) que nos tange até o trabalho. Podemos ter nossos estabelecimentos de ensino depredados, professores vilipendiados, que só faltam desestimulados e escolas que aprovam analfabetos funcionais.
Nada disso realmente importa, podem ter certeza. Aqueles que possuem o poder ou o capital que determina o poder, não vivencionam o inferno que se tornaram as grandes cidades. Entram e saem pelo ar de seus escritórios blindados. Estão isolados por batalhões de diretores e secretárias. Há muito tempo moram longe e possuem toda qualidade de vida que o dinheiro pode comprar. Vivem em seus paraísos artificiais o sonho humano da felicidade permanente. Todos os melhores esforços da sociedade estão reservados para seu maior conforto.
Enquanto isso, as grandes cidades vivem a agonia de um caos permanente. Sem esperanças de melhoras porque aqueles que têm o real poder de organizar e transformar não se interessam; não os afeta diretamente.
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Luiz Mendes
30/12/2009.
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