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Capas-piloto

Novos e ilustres designers criam capas de CDs para ilustres bandas

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Capas-Piloto


A convite da Trip, novos e ilustres designers esboçam e explicam propostas de capas de CDs de novas e ilustres bandas ainda em fase de estúdio


Compilação Rodrigo Silveira


Los Sebozos Postizos, por Carlo Giovani: Lá vem o homem da gravata florida. Resolvi ir para uma cena em uma cidade qualquer, especialmente ao centro, um pouco decadente. O homem vai ou volta, em um início ou fim de noite. O caminhar é um jogo de malandro ou um arrastado de bêbado. Não importa. Pra ele, o caminho tá sempre florido, na linha. Lá vem ele.


Los Sebozos Postizos é formado por integrantes da Nação Zumbi ? Jorge Du Peixe, Pupilo, Lúcio Maia e Djengue ? e apresenta-se periodicamente com sua Noites do Bem, em que tocam versões para músicas de Jorge Bem. Não do Benjor, do Bem. Carlo Giovani, 29, é ilustrador

Academia da Berlinda, por Joana Amador e Thaís Beltrame: tira uma onda com quem está no palco, colocando-o(a) na berlinda.
E, como quem está na Berlinda está sendo greado (termo recifense equivalente a ser malhado, zombado etc.), não perdemos a oportunidade. Tomates e ovos são jogados no(a) artista. O clima geral é de brincadeira e fantasia, ambientado por uma ilustração no estilo naïf, leve e solto como devem ser os momentos de diversão.


Academia da Berlinda é um grupo olindense formado por oito integrantes, metade deles percussionista. Inspira-se principalmente no carimbó (dança de roda típica do litoral) e nos mestres da guitarrada. Além de suas músicas próprias, faz versões de músicas bregas das antigas, tipo Elino Julião e Abdias. Joana Amador, 27, é grafista e Thaís Beltrame, 28, é ilustradora


Traidores da Babilônia, por Órion: O leão é o elemento reggae, a apresentação da cultura rasta. A cidade representa a Babilônia. A proposta é inserir o leão em situações urbanas que expressem cotidiano daqueles que, necessidade ou opção, estão à margem do império capitalista, ou seja, os traidores da Babilônia: na barraca de brinquedos, ao lado do pedinte, no carrinho de tapioca, na barraca de compra e venda de passes, acompanhado do bêbado que dorme ou nos braços da vendedora de verduras. Se o disco fosse real, usaria uma imagem maior ocupando toda a capa, e essas imagens estariam lado a lado dentro do encarte. Essa capa é como uma síntese do conceito.


O grupo gaúcho Traidores da Babilônia tem sua formação dividida entre integrantes da Ultramen e da comunidade Nin-Jitsu. Faz um dub instrumental extremamente chapado e etéreo ? no sentido éter do termo. Órion, 26, é interventor urbano


Funk Buia, por Maria Mazzucchelli e Maria Melo ? Estúdio Becco: quando recebemos o convite de criar esta capa a primeira idéia que tivemos foi trazer para a arte a essência urbano-ragga do som do Funk Buia. Na hora pensamos em uma silhueta da cidade de São Paulo pegando fogo ? fire Babilon!!!
Daí pegamos umas fotos da cidade que já tínhamos, fizemos alguns desenhos, juntamos tudo, tratamos as imagens, e deu no que deu.


Funk Buia é Mc do Z´Africa Brasil e do Instituto, e prepara seu primeiro lançamento solo para breve. Maria Mazzuchelli, 28, e Maria Mello, 30, são artistas gráficas


 


 

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