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Imagine a cena: um boteco, daqueles iguais a todos do Brasil, com um garçom que conta piada como todo bom garçom. Cerveja gelada, uns lixeiros tomando rabo de galo na velocidade do som do caminhão que se afasta. Sem mais nem menos, entram pela porta seis modelos da nata brasileira, 1,80m de altura, lindas, maquiadas, produzidas. Sentam numa mesa, pedem água e um pedaço pequeno, hein, Léo? de melão. Esse é o cotidiano do Léo’s, um botecão que fica ao lado da Elite Models, na esquina das ruas Maria Carolina e Sampaio Vidal, no Jardim América, SP. Estupefato, pergunto ao Léo: Escuta, vêm sempre umas modelos aqui?. Ao que ele me responde, orgulhoso do seu bem-sucedido estabelecimento: Vem aqui depois das dez da noite que você vai saber o que é bu….!. Sorri, joga a flanelinha no ombro e sai andando em direção à outra mesa, com o passo seguro de quem faz o que gosta.
(Antonio Prata)
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