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Bons ventos

Os holofotes do surfe de onda grande se voltam para o hemisfério sul e o Brasil pode produzir momentos épicos

Por Redação

em 20 de abril de 2006

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Enquanto o hemisfério norte diz adeus aos mares de inverno, aqueles que trazem ondas grandes, nós aqui ao sul do equador começamos a nos preparar para a chegada das grandes ondulações de sul, comuns nesta época do ano. A semana começou com uma dessas, que valeu até a capa do jornal de ontem e um bom treino para os big riders de plantão. No Guarujá, SP, Jorge Pacelli e Haroldo Ambrósio, dois destaques brasileiros na temporada havaiana, deslizavam suavemente de foil board. Em Maresias as ondas estavam ainda maiores e só quem contava com a ajuda de jet ski pôde surfar.
Pelo bom começo é de se esperar que a temporada renda. De se esperar também que o campeonato de ondas grandes, Mormaii Tow

In Pro, cujo período de espera começou no sábado e se estende até 30 de maio, seja disparado. O palco da competição é a Laje de Jaguaruna, ao norte de Santa Catarina e a cinco quilômetros da costa. Quando a combinação de vento, maré, tamanho e direção da ondulação permitir, será dado o sinal para as duplas (surfista e piloto do jet ski) se lançarem às águas. O campeonato terá duração de um dia, e oferecerá R$ 50 mil em prêmios, divididos em três categorias: duplas, maior onda e maior tubo.

Torcendo para o mar subir estão a ESPN Brasil, que promove o evento, e seu videorrepórter poliesportivo e também surfista de ondas grandes Luís Roberto Formiga. Entrando o swell, a emissora fixará base no meio do oceano e em um helicóptero para a cobertura.

Voltando ao hemisfério norte, o Billabong XXL, que premia com US$ 1000 por pé de onda surfada o atleta que dropar a maior da temporada, elegeu seus vencedores. O veterano Brad Gerlach, 40, papou US$ 68 mil pela parede de água que domou em 21 de dezembro, em Todos os Santos, México. Gerlach foi rebocado por Mark Parsons, 41, para a última onda do dia quando já escurecia. E foi exatamente essa saideira que rendeu ao americano o título. “Estou só começando nesse negócio de ondas grandes. Como minha mãe diz: 40 é o novo 20”, disse o big rider. Gerlach dividiu o prêmio com o companheiro, assim como Parsons havia feito com ele em 2001, quando venceram a primeira edição do concurso e levaram US$ 66 mil pela bomba surfada em Cortes Bank.

Já o chileno Diego Medina foi a surpresa do concurso. Sem a ajuda de uma máquina, ele entrou em uma onda gigante em Punta Lobos, Chile, e faturou apenas US$ 10 mil. E, por causa da discrepância no valor dos prêmios, os organizadores do XXL têm sido pressionados. Os “remadores” alegam que, por se tratar de algo muito mais improvável (entrar em uma onda grande sem o jet ski), deveriam ser mais bem premiados. Usar o mesmo critério de US$ 1000 por pé seria mais justo.

Os outros condecorados na festa do dia 14 de abril, em Anaheim, Los Angeles, foram Shane Dorian, pelo espetacular tubo surfado no dia 11 de setembro do ano passado em Teahupoo; Garret Mcnamara, pelo maior caldo da temporada, em Shark Park, Califórnia; e a californiana Jamilah Star, que ficou com um cheque de US$ 5000 por ter surfado a maior onda da temporada entre as mulheres.

Agora, os holofotes do surfe de onda grande se voltam para o hemisfério sul: Austrália, África do Sul e Brasil podem, com a ajuda de Netuno e como ocorreu no Chile, produzir momentos épicos.

NOTAS
 
Hendecacampeã e sem patrocínio?
Melhor atleta sul-americana de snowboard, 11 vezes campeã nacional e nona colocada na Olimpíada de Turim no boardercross, Isabel Clark procura patrocinador visando os Jogos de 2010.
 
Mundial de windsurfe – PWA
Atual campeão na categoria wave, o brasileiro Kauli Seadi venceu a etapa da Bélgica – única indoor do circuito – na categoria slalom e também na overall, a soma de resultados de slalom, salto e freestyle.
 
Surfe só para mulheres
A primeira etapa do Circuito Petrobras começa amanhã no Guarujá, SP, com cerca de 150 competidoras. E no sábado, em Fiji, tem início o período de espera da segunda etapa do mundial – WCT.

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