por Augusto Olivani
Trip #248

Versão com inteligência artificial vai trazer gritos e sussuros para o mundo das luxuosas (e caras) bonecas sexuais

Assistir ao jogo de sedução entre Rick Deckard e a replicante Rachel em Blade Runner é o tipo de cena que provoca sentimentos dúbios: afinal, como não se encantar com uma androide tão sedutora, em conflito com sua existência artificial? Por que a ideia de transar com uma boneca é perturbadora e, ao mesmo tempo, sexy?

Ainda há tempo para que realidade se aproxime da ficção (Blade Runner se passa em 2019): a fabricante californiana de sexbots Abyss Creations, que faz as RealDolls, anunciou em junho que está desenvolvendo um novo projeto chamado Realbotix, uma boneca de silicone com tecnologia de inteligência artificial. Com isso, a Abyss pretende criar companheiras que não apenas se submetam sexualmente aos seus donos, mas que respondam a comandos de voz e interajam verbalmente, com direito a gemidos e expressões faciais.

A Realbotix, por enquanto só uma cabeça robótica, começa a ser vendida até 2017, custando US$ 10 mil. O preço da boneca de corpo inteiro deve ficar mais perto dos US$ 5o mil. Apesar de o objetivo ser a “humanização” das RealDolls no dia a dia, o fundador e CEO da Abyss, Matt McMullen, garante que o visual continuará de boneca. Afinal, essa é uma das características mais excitantes para quem gosta de sexo, mas evita se relacionar com pessoas. AO

Vai lá: realdoll.com

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