Baião de sampler e fliperama em chamas
A estréia dos pernambucanos Chambaril e dos canadenses do Arcade Fire
Por Redação
em 30 de novembro de 2005
BAIÃO DE SAMPLER
Chambaril Chambaril (Bazuka Discos)
É um disco muito diverso. Nos primeiros dois minutos parece que não vai para lugar nenhum, mas depois fica mais interessante. Basicamente só usam samples. É uma combinação de electro com música brasileira e umas vozes que não entendi o que diziam, mas soavam muito bem. As melodias são pesadas e acompanhadas de boas batidas. Passa um sentimento de indiferença, falta um conceito ao disco e isso é bom e ruim. Ninguém vai se apaixonar pelo som, mas pode agradar a muita gente. Eu poderia estar fazendo qualquer coisa e ouvindo o som. Gostei especialmente das faixas “Mendes”, “A Casa Caiu” e “Em Busca da Cachorra Perfeita”. Esta última, se tivesse um vocal tipo Madonna, seria impecável.
(Diplo, DJ e produtor e, não menos importante, namorado da cantora cingalesa M.I.A.)
FLIPERAMA EM CHAMAS
Arcade Fire Funeral (Slag Records)
Finalmente sai por aqui o álbum de estréia do septeto canadense que inflamou a platéia no recente Tim Festival. Se a banda sempre conquista novos fãs com suas intensas performances, ouvir o disco já é uma experiência diferente. É daqueles que precisam de tempo para serem digeridos. As músicas nunca terminam como começam, melodias de violino e piano conduzem a bateria marcada e as guitarras, que apontam para diferentes direções, mas chegam ao mesmo destino. É rock sofisticado, um tanto experimental, com uma veia pop latente. É música que fala de amor e morte com uma delicadeza visceral. (Filipe Luna)
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