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ATITUDE

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Sob esse mesmo título, há quase cinco anos, publicava uma coluna elogiando a iniciativa do surfista cabofriense Victor Ribas, em promover, patrocinar e emprestar seu nome para o desenvolvimento do surfe em seu município natal e região.
Na época, Victor acabava de integrar o seleto grupo dos ‘Top 16’, status que até então, só conhecia através das páginas das revistas, admirando seus ídolos.
Apesar da ascensão, continuou interessado e fiel às origens. Seu esforço ajudou a promover nomes como o de Raoni Monteiro, campeão da primeira prova que promoveu, e a tirar garotos da vadiagem. Hoje ele interfere junto à prefeitura, que tem dado apoio ao futebol, para a realização de um circuito cabofriense.
Na semana passada, antes de embarcar para a Austrália, onde inicia seu 11º ano no Tour, conversamos um pouco sobre seus recentes resultados e sua vida.
Depois de chegar à sexta posição entre os melhores do mundo em 95, Vitinho despencou até o 37º lugar em 97. No ano seguinte, embora tenha recuperado algumas posições no ranking, terminou com um desempenho decepcionante em Pipeline. Saiu do mar sem surfar uma única onda.
Sua postura discreta nunca contribuiu para ter muita exposição na mídia. Mas ele lamenta que o fato de sair zerado de Pipe tenha gerado muito mais interesse da imprensa do que quando chegou a sexto do mundo.
Esse episódio, somado ao declínio de posições que vinha encarando nos últimos anos, poderia ter determinado o fim de sua carreira internacional. Ele confessa que ficou deprimido e acredita que tenha sido prejudicado na avaliação dos juizes em algumas de suas baterias no início da temporada passada, por conta disso.
Para sua sorte e também do surfe nacional, ele soube administrar bem a crise. Ao longo do ano foi recuperando a confiança e fechou 99 passeando pelos tubos de Pipeline, que abriram suas portas para ele como que compensando as dificuldades impostas no ano anterior. Perdeu apenas para Kelly Slater, que disputando a prova como convidado, chegou ao seu quinto triunfo na famosa esquerda havaiana.
A quinta colocação no Pipe Masters em ondas cascudas, foi a redenção de Vitinho e a consagração do terceiro lugar no ranking mundial, a melhor colocação de um brasileiro na história do Tour.
A pressão agiu de forma positiva. No ano passado pela primeira vez ele trabalhou um pouco mais seu lado físico e técnico, já que até então contava quase que exclusivamente com seu talento. A comunhão desses fatores com sua atitude positiva e dedicação, culminaram num resultado que surpreendeu.
Pela nossa conversa, ele está pronto a novas surpresas este ano.

NOTAS

LONGBOARD
Começou ontem em Maresias, SP, o Red Bull Internacional, segunda etapa do ranking brasileiro, válida como seletiva do mundial profissional. O norte-americano Colin Mc Phillips, 24, atual campeão mundial; o brasileiro Marcelo Freitas, 21, atual vice campeão mundial, Picuruta Salazar, campeão mundial pela ISA; Bonga Perkins, Olímpio Batista, entre outros, estão inscritos para a prova, que terá disputas ainda na categoria masters e feminino.

WQS 2000
O potiguar Joca Jr, conseguiu um importante terceiro lugar no O’neill Coldwater Classic, evento quatro estrelas, disputado na Califórnia, EUA. Nas boas e geladas ondas de Santa Cruz, Joca só ficou atrás do australiano campeão mundial júnior, Joel Parkinson, e do sul africano Simon Nicholson. O resultado o levou para segundo no ranking.

FOLIA NO AR
Tradicionalmente os pára-quedistas se encontram em Boituva durante o carnaval. Este ano, mais organizado, espera-se cerca de 400 praticantes de várias partes do mundo. O francês Eric Fradet, é um dos destaques. Outro será o C-115 ‘Búfalo’ da FAB que estará à disposição dos participantes.

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