Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Terminou neste domingo a etapa de abertura da 19º edição do Circuito Brasileiro de surfe profissional, a sexta desde que o circuito passou a se chamar SuperSurf e se tornou o maior circuito nacional do esporte no mundo, distribuindo R$ 660 mil ao longo de cinco etapas. O clima rural da praia do Rosa, em Imbituba (SC), com a estrutura da prova montada junto a construções de uma antiga fazenda compunha o cenário. A estréia do formato homem a homem, a presença do público anabolizada pelo feriado, as atrações paralelas como uma pista de skate e a transmissão ao vivo pelo Sportv completavam o quadro. Só faltaram mesmo ondas, que estiveram pequenas e fracas durante todo o evento. Outra novidade apresentada na prova foi um sistema de filmagem com edição imediata para ajudar os juízes na avaliação das baterias. O sistema, desenvolvido por Rosenval Rolins, se não elimina contribui significativamente para diminuir as habituais controvérsias entre juízes e atletas. O modelo deve ser utilizado na etapa brasileira do Mundial WCT e pode, assim como ocorreu com o sistema de informática desenvolvido pela brasileira Bit&Bite, ser incorporado em todas as provas do Mundial. Na água o que se viu foi uma saudável disputa de gerações. Atletas que não eram nem nascidos quando os mais velhos já competiam travaram duelos com aqueles que já foram seus ídolos, enquanto estes eram mais exigidos para acompanhar o vigor físico e a criatividade da molecada. No confronto experiência versus juventude os mais velhos triunfaram, ao menos na final masculina. Fabio Gouveia, 35, e Beto Fernandes, 28, disputaram a bateria decisiva num dos piores momentos do mar, com o vento noroeste forte e as séries demorando, e até os últimos segundos o título estava indefinido. Fabinho, campeão brasileiro em 1998, diz que este ano vai se dedicar ao SuperSurf e ao WQS, já que pretende voltar à elite mundial da qual fez parte durante 15 anos. No Nacional começou com o pé direito. A vitória na praia do Rosa lhe valeu 1000 pontos e R$ 22 mil. Quantos títulos tem na carreira? ‘E eu sei? Só vou ficar catucando essas coisas quando não tiver mais o que fazer.’ Flávio Costa e Yuri Sodré ficaram em terceiro. O surfista da pororoca Adilton Mariano, o atual campeão Renato Galvão, Guilherme Herdy e Maicon Rosa ficaram em quinto. No feminino, sem Tita Tavares e Jacqueline Silva, que estavam competindo na terceira etapa do WCT no Taiti, Silvana Lima, 20, e Andréa Lopes, 31, travaram outro duelo de gerações. Silvana, a jovem cearense e atual campeã brasileira, levou a melhor sobre a carioca três vezes campeã nacional. Andréa aliás pode ser vista nas bancas em uma emocionante entrevista dada à revista ‘Tpm’ na qual ela fala de anorexia, obsessões e, claro, surfe. A próxima etapa do SuperSurf será em Maresias, São Sebastião (SP), entre os dias 22 e 26 de junho, e, com tantos jovens talentos e velhos experientes na disputa, fica difícil apontar um favorito. A temporada promete. NOTAS AOS 48 ANOS Dan Moore, veterano surfista do Havaí, embolsou 68 mil dólares graças a onda de 68 pés que dropou no dia 15 de dezembro em Jaws. Ele ficou apenas dois pés atrás de Pete Cabrinha, que no ano passado venceu a mesma disputa, o Billabong XXL, surfando uma onda de 70 pés. AOS 33 ANOS O mito do ciclismo, Lance Armstrong, anunciou que vai pendurar a bike logo depois de tentar o hepta no Tour de France, em julho. Disse que tomou a decisão para passar mais tempo com os filhos, embora o romance com a cantora Sheryl Craw, possa ter sido o verdadeiro motivo da aposentadoria precoce. WQS ? CALIFÓRNIA E BAHIA A 11ª etapa da divisão de acesso está acontecendo em Trestles, EUA, com 14 surfistas inscritos. E a Billabong confirmou a etapa cinco estrelas em Sauípe em junho.
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