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Absurdo!

A figura do “cargo de confiança” é uma excrescência nacional, atraso político e cultural

Por Luiz Alberto Mendes

em 5 de março de 2011

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Absurdo!

Demasiados são os absurdos que ocorrem em nosso país. E quase todos eles relacionados a privilégios e política. Aqui se confunde política com distribuição de privilégios. As bases políticas são construídas através do domínio de cargos e da verba pública.

A figura do tal “cargo de confiança” é uma excrescência nacional. Um atraso político e cultural que nos custa caríssimo. Os estrangeiros não entendem; é difícil até de explicar. Dá vergonha.

Partidos políticos apropriam-se de autarquias, fundações e setores do Estado. Distribuem cargos entre seus “correligionários”. Estes redistribuem aos “cabos políticos”. Estes, por sua vez, redistribuem entre seus líderes que carreiam mais votos. E ai a garantia de reeleição e a permanência nos cargos, em contrapartida. É a “casadinha”. Recordo-me de haver lido nos jornais que o ex-ministro José Dirceu possuía cerca de 10 mil cargos de confiança dependentes de sua pasta.

Os cargos só podiam ser de carreira. As pessoas deveriam estudar, trabalhar e galgar posto por competência comprovada. Mérito e capacidade deveriam ser as motivações das promoções e nomeações. Parte da ineficiência da máquina administrativa do Estado provém dessa chaga nacional.

Para se ter uma idéia, a Fundação Victor Civita realizou pesquisa recente que vai demonstrar que 42% das redes estaduais de ensino do país utilizam-se das indicações políticas para selecionar os diretores das escolas. Isso não compromete a qualidade da direção e do ensino nessas escolas? Pondero: se no setor de Educação, que é tão fundamental, utiliza-se de tais expedientes, nos outros, então…

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Luiz Mendes

02/02/2011.

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