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A Garota da Laje

Concurso carioca elege a mais bela banhista do concreto

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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A novidade carioca que promete aquecer o próximo verão não são as garotas da areia, mas as princesas do concreto. Gatas de morros e subúrbios que, em vez de freqüentarem as praias, preferem tomar sol no teto de casa. São as banhistas de laje, que sempre existiram nas comunidades, mas que ganharam fama depois do 1º Concurso Garota da Laje. A inusitada premiação, idealizada pelos jornalistas cariocas Luiz Antônio Bap e Beto Salões, da rádio Saara, foi criada para va-lorizar a beleza proveniente do morro, e chamar a atenção para o uso desse espaço de convívio nas favelas. A diferença deste concurso para os outros está na beleza natural das concorrentes, diz Beto Salões.


Na semifinal, que aconteceu no dia 02 de setembro numa boate do Rio de Janeiro, foram escolhidas 20 candidatas para concorrer ao título (veja no site da TRIP o resultado final do concurso). Como pré-requisitos, a concorrente tinha apenas que ser maior de 18 anos e ter o hábito de veranear em qualquer laje deste Brasil. Mais de 200 tetéias se candidataram. A premiação foi curiosa ? a primeira colocada ganhava um carro usado. As demais finalistas receberiam prêmios como uma piscina de fibra, R$ 200 em compras numa loja de R$ 1,99 e uma laje pré-moldada de 30m2, para a dama realizar o sonho do puxadinho próprio.


A idéia funcionou tão bem, que os organizadores acabaram montando um conjunto musical: o Garotas da Laje. Formado por 10 moças, o grupo apresenta músicas no ritmo de ?funk melodi?. No repertório, canções que remetem ao universo das coberturas como ?O Bonde da Laje?, ?A Marquinha?, ?Bronzeado Sensual? e ?Laje do Amor?.


Uma das candidatas ao título, Érica Janaína, 24 anos, é moradora do Morro do Amor, zona norte do Rio, trabalha numa padaria em Maria da Graça, também na zona norte. Nos fins de semana, em vez de despencar para a praia, fica em casa ou freqüenta a laje das amigas. O Brasil tem que encontrar a sua verdadeira identidade, desabafa a jovem. A mulher brasileira é mestiça, e acorda às quatro horas da manhã para trabalhar, não tem tempo de ficar no salão. A laje também é espaço para ousadias. Nos cantos mais escondidos, algumas praticam o topless e até nudismo. Helena Andrade, 21, que mora no Cosme Velho, já teve o costume de deixar os seios à mostra. Segundo ela, de noite, as mais fogosas fazem amor na laje: É o chamado ?motel mil estrelas?, sorri a gata do telhado. (Marcelo Bortoloti)

 

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