Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Quando Kelly Slater executou um preciso e inesperado 360 numa onda de três pés, a turma presente à Huntigton Beach, Califórnia, percebeu que o show iria começar. E os organizadores dos X-Games se convenceram de que o surfe não poderia mesmo ter ficado muito mais tempo fora da festa. Eram oito e meia da manhã do dia 9 de agosto e a praia estava lotada. Sobre o píer se acotovelavam dezenas de espectadores. Todos ali para flagrar a primeira vez que o surfe competia nas olimpíadas radicais e inaugurava um novíssimo formato de prova, a que a ESPN deu o nome de ‘The Game’: dois times, oito jogadores cada, dois tempos, leste contra oeste. Jogada de marketing ou não, os competidores trataram de acirrar a rivalidade entre os times depois do aquecimento, quando Slater, do time da costa leste, perguntou a Rob Machado, da costa oeste, se ele não preferiria desistir antes de começar e poupar a todos o esforço extra. Como bons americanos que são, os organizadores promoveram uma entrada à la LA Lakers, e os nomes dos surfistas eram anunciados em alto-falantes enquanto eles faziam a triunfal entrada pela areia. Pela costa leste, caíram na água Shea Lopez, Aaron Cormican, Ben Bourgeois e Damien Hobgood. No ‘banco’, e esperando a hora de entrar, Slater, Cory Lopez, Taj Burrow e Shane Dorian. Pela costa oeste, Taylor Knox, Machado, Pat O?Connell, Tim Curran, Dane Reynolds e Kalani Robb. O formato pioneiro, usado inauguralmente nesses jogos, previa dois tempos com ‘titulares’ executando manobras no primeiro e ‘reservas’, no segundo. No final, depois de algumas horas de farra, a vitória e as primeiras medalhas do surfe nos X-Games foram para a costa leste. Ficou a certeza de que o esporte foi muito bem recebido pela organização dos jogos, de que a rivalidade entre costas leste e oeste, que está sendo forçosamente reinventada, pode de fato pegar e de que o novo formato de competição, idealizado pelo surfista Brad Gerlach, funciona. Resta agora os organizadores abrirem as portas do ‘The Game’ para atletas estrangeiros, como fazem, por meio de seletivas mundiais, com os demais esportes dos Jogos. Do jeito que está, com dois wild-cards por equipe e a participação de surfistas locais apenas, a proposta dos X-Games como Olimpíada dos esportes de ação fica, ao menos no surfe, comprometida. As demais competições dos X-Games de Los Angeles começam hoje. ** Como acontece desde a primeira edição dos X-Games, os brasileiros são destaque. A impressionante Fabíola da Silva, mais uma vez, compete no Agressive In Line Skate. Detalhe: entre os homens, categoria na qual geralmente leva uma medalha. É que Fabíola faturava tudo com sobras quando disputava com mulheres. Além dela, Rodil de Araújo, no skate street park, e Bob Burnquist, na rampa vertical, também têm chances excelentes. Na bike, Marcos Paulo de Jesus, o Pig, pode trazer para casa um título inédito na categoria Flatland, aquela que exige manobras precisas sem que o atleta coloque os pés no chão. NOTAS BRASILEIRO DE SNOWBOARD MUNDIAL DE SURFE ? WQS CORRIDA DE AVENTURA
Em sua nova edição, os melhores atletas do país estarão competindo a partir de terça-feira em Valle Nevado, Chile, em provas de boarder cross, parallel giant slalom e half pipe. Na semana seguinte são as provas de esqui.
Ausente para participar dos X-Games, Shane Beschen perdeu a liderança do ranking de acesso para Neco Padaratz, que nem precisou competir porque a prova francesa de Anglet foi interrompida ainda nas triagens.
Mais de 100 equipes estão inscritas para etapa de Brotas, SP, do Caloi Adventure Camp neste sábado.
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