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20 pra um

Super Surf 2002 tem nível de competitividade jamais visto no circuito

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Essa relação poderia ser a de candidatos a uma vaga de emprego na área de comunicação, indústria em que, desde o fiasco da internet, só se ouve falar em demissões. Lamentavelmente serviria também para relacionar a quantidade de notícias ruins e boas com que nos deparamos diariamente nos jornais. Mas, para nossa sorte, a razão do título é motivo de comemoração.
Concluída a quinta das seis etapas do Super Surf 2002, o circuito brasileiro de surfe profissional, 20 dos 46 competidores da divisão têm chances de conquistar o título nacional, que será definido em novembro na Prainha, RJ.
Como vem acontecendo em praticamente todas as etapas desde que o circuito, há três anos, adotou o modelo de competição do WCT ? a principal divisão mundial ?, um novo nome conquista uma prova do Super Surf. São 16 campeões em 17 provas disputadas, o que caracteriza um nível de competitividade jamais visto na modalidade.
O nome da vez foi Jihad Kohdr, 18, paranaense considerado uma das grandes revelações da nova geração e que faz sua primeira temporada como profissional. A vitória o levou da 41ª para a sétima posição no ranking e o colocou na linha de frente da disputa pelo título.
Andréas Eduardo chegou até a semifinal na prova de Florianópolis, SC, resultado que lhe permitiu recuperar a liderança do ranking, seguido de perto por Wagner Pupo e Maicon Rosa. O terceiro lugar deu ao catarinense outra marca, ele é o único atleta a fazer dois pódios na temporada.
Pelo menos 10 entre os 20 competidores que chegarão à Prainha com chances de conquistar o título nacional são novatos. Mas, na outra metade, se encontram nomes experientes como os campeões brasileiros e pioneiros do circuito Jojó de Olivença e Pedro Muller, além dos representantes do país no Mundial, Victor Ribas, Fabio Gouveia e Peterson Rosa.
A participação e a classificação desses atletas do WCT no Super Surf permite avaliar que o circuito está não só competitivo como também nivelado por cima. Acostumados a disputar baterias com os melhores do mundo, não encontram nenhuma moleza nas provas brasileiras.
E este ano, nem o argumento de que provas disputadas em ondas medíocres tornam o resultado uma loteria existe. Todas as cinco etapas foram disputadas com ondas grandes e/ou boas. Na Joaquina no último fim de semana as ondas passavam dos dois metros e pela primeira vez o jet ski foi usado para auxiliar os surfistas a chegarem atrás da arrebentação.
Vamos torcer para que as condições das últimas etapas se repitam na Prainha, e teremos uma grande final.
Enquanto no masculino tudo pode acontecer, no feminino o título brasileiro de 2002 já tem dona. Com todos os méritos a carioca Andréa Lopes, 28, chegou ao seu terceiro título nacional e voltou para casa dirigindo seu prêmio, um VW Saveiro Super Surf. Tetracampeã brasileira amadora, única brasileira a vencer uma etapa do WCT, ela ainda venceu uma anorexia que a afastou das competições durante dois anos. Não satisfeita, ela estará representando o país no sul-americano de natação em novembro. Parabéns.

Luke 5 X Slater 1
Luke Egan venceu pela quinta vez no ano Kelly Slater, e ganhou a sexta etapa do Mundial de Surfe disputado na Califórnia, EUA. Guilherme Herdy ficou em terceiro.

Pequena aventura
Começa neste domingo na USP, SP, um circuito de corrida de aventura de curta duração. Disputadas em duplas, as provas terão entre 40 e 60 quilômetros e devem atrair novos praticantes.

Copa do Mundo de Snowboard
Começa hoje em Valle Nevado, Chile, a etapa inicial do Circuito Mundial. Três brasileiros estarão competindo.

Atraso
Uma avalanche destruiu boa parte do primeiro dos quatro acampamentos da expedição ?Brasil no topo do mundo? chefiada por Waldemar Niclevicz, que pretende chegar ao cume do Everest sem oxigênio

PALAVRAS-CHAVE
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