Criador do Circuito Fora do Eixo, rede independente de produção cultural que promove 5 mil eventos por ano

Em tempos de ameaça de calote por parte dos Estados Unidos, atentados na Noruega e desemprego brutal na Europa, nem surpreende que o modelo de organização social do século 21 esteja nascendo no Brasil, pelas mãos de um grupo de jovens liderado por um mato-grossense. Organizado em rede de forma totalmente cooperativa, sem hierarquia e sem depender de rádios ou de qualquer coisa que remeta à indústria musical tradicional, o Circuito Fora do Eixo hoje produz em média 13 eventos culturais por dia em 112 cidades de 25 estados brasileiros. Em 2010, foram 5 mil shows. À frente dessa efervescência está o produtor cultural independente Pablo Santiago Capilé, 31 anos, de Cuiabá (MT). Formado em comunicação, Capilé desde sempre escolheu caminhos alternativos. Na década passada, quando as dívidas ameaçavam o coletivo Cubo Mágico, fundado com amigos para promover eventos culturais, decidiu rolar o débito entre os artistas, criando uma moeda própria, o Cubo Card. O sucesso da iniciativa alimentou sonhos mais ambiciosos, que originaram o Fora do Eixo. Criado com outros três coletivos de Londrina (PR), Uberlândia (MG) e Rio Branco (AC), esse coletivo dos coletivos constitui hoje uma rede nacional de pessoas envolvidas com a produção cultural: músicos, fotógrafos, técnicos de som e imagem, cenógrafos e tudo quanto é tipo de profissional. Mas a cooperação não é sinônimo de bagunça. O Fora do Eixo possui carta de princípios, regimento interno e organograma, além de uma recém-inaugurada sede em São Paulo, justamente a capital do eixo que o coletivo quer transformar.

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