Por Redação
em 21 de setembro de 2005

Como Nelson Rodrigues, eu já era Flu em vidas passadas. Mas minha memória não ia além de 72, quando vi o tricolor a primeira vez. Graças a este livro, as lembranças de outras encarnações igualam-se às da Máquina de 75/76, do tricampeonato de 83/84/85, do gol de barriga de Renato Gaúcho em 95, do Maracanã abarrotado nos jogos da Série C. Sim, estive presente à criação do Flu, há 100 anos, ajudei Carlos Alberto a passar pó-de-arroz no rosto para driblar o racismo, abracei Telê Santana na festa de 51, torci com Cartola, narrei embates antológicos para o míope Nelson. O livro conduz ao coração os feitos, tristezas, heróis e mitos que tornam o Flu singular: a fidalguia (como a de Didi, maior meio-campo do Brasil nos anos 50, à esq.), as goleadas de 1 a 0, os gols no último minuto, os torcedores ilustres… Deleite puro. Mesmo para não-tricolores, nesta ou em outras encarnações.
Sérgio Sá Leitão, co-autor de Futebol-Arte (SENAC) e fundador da torcida Garra Tricolor Fluminense Football Club, Pedro da Cunha e Menezes
Editora Andrea Jakobson Studio (anna@adois.inf.br), 200 págs., R$ 110
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