Teto orgânico
A suíça Urban Farmers busca edifícios para implantar suas fazendas urbanas em São Paulo
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A empresa suíça Urban Farmers pretende usar topos de edifícios de São Paulo ainda este ano para criar fazendas urbanas, como faz desde 2012 em cidades na Suíça, Holanda e Alemanha. De acordo com os representantes da companhia no Brasil, a relações-públicas Talita Marinho, 29 anos, e seu marido, o engenheiro químico Daniel Pacheco, 38, o cultivo é simples: dentro de uma estufa de no mínimo 2 mil metros quadrados, ervas, legumes e frutas poderão ser cultivados pelo sistema de aquaponia.
Esse modelo integra a plantação de vegetais ao cultivo de peixes num ciclo fechado em que os dejetos dos animais viram nutrientes para as plantas. Uma fazenda da empresa na Basileia gera anualmente 5 toneladas de vegetais e 850 quilos de peixes. “O motivo principal de trazer o projeto para a capital paulista é suprir a necessidade e a demanda por alimentos saudáveis em larga escala. A vantagem vem da logística, que vai permitir que o alimento seja consumido onde é produzido”, diz Daniel.
Segundo Talita, apesar de o objetivo principal ser a parceria com empresas consumidoras, como supermercados, varejos e restaurantes, a Urban Farmers também pensa em atingir o consumidor final com a criação de feiras regulares que demonstrem a importância das fazendas do futuro. “A Urban Farmers está muito ligada à educação e pretende atingir desde crianças até idosos”, diz ela, de olho nos programas de alimentação escolar.
O casal agora está concentrado na busca por locais. Além de uma área livre, é essencial que os topos dos prédios tenham boa exposição ao sol. Também é ideal que existam empresas consumidoras em um raio de 10 quilômetros. Uma lista de 20 endereços estudados, ainda em análise, inclui o Shopping Cidade São Paulo, na avenida Paulista, o Shopping Eldorado, na avenida Rebouças, e dois terrenos nos bairros do Tatuapé e da Barra Funda.
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