Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Nenhum homem de verdade pode deixar de considerar Bertrand Morane um ídolo. Nenhum personagem fez tanto sucesso com as mulheres como ele – nem mesmo Casanova ou Dom Juan, seus ilustres antepassados na arte de amar. Não que Bertrand seja um galã à la Reynaldo Gianecchini. Pelo contrário: ele é comum como a maioria dos homens. Nem feio nem bonito, nem alto nem baixo, nem gordo nem magro – apenas normal. O que o diferencia da maioria é sua autoconfiança, digna de presidente do Clube dos Sedutores. Personagem principal do filme homônimo do francês François Truffaut – que só depois virou romance, inspirado no roteiro do filme -, Bertrand vive uma história de obsessão levada em tom de comédia agridoce: o personagem apaixona-se não por uma, mas por todas as mulheres. Considerado por parte da crítica como um tratado sobre a misoginia, O homem que amava as mulheres também foi visto como um estudo maduro da paixão fatal. Um manual obrigatório para o candidato a matador. (Moacyr Vieira Martins)
O Homem que Amava as Mulheres, de François Truffaut
Editora Imago (www.imagoeditora.com.br), 204 páginas, R$ 15
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