Por Ronaldo Bressane
em 15 de abril de 2003
Boca do Lixo, de Hiroito de Moraes Joanides. Editora Labortexto (editores@labortexto.com.br), 264 págs., R$ 29,90
Acusado injustamente de ter matado o próprio pai, o paranaense Hiroito abandona seu status burguês e vira um frio assassino.
Nos anos 50/60, ele foi o Fernandinho Beira-Mar da Boca do Lixo, centrão da malandragem de SP.
Preso, Hiroito resolve contar sua vida bandida em um texto romântico e divertido – de um barroco tão bronco que beira o brega.
Best-seller nos 70, o livro é relançado no refluxo da atual literatura marginal – que, aos pés do talento de Hiroito para dedurar cafajestes e safardinagens, fica no chinelo.
Faça como o maluco: esqueça os rótulos e caia matando.
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