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Nomes adequados

Parece que é possível provar cientificamente que certos nomes dados a inocentes bebês são premonições dos pais

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Entre incredulidade e risos, me deparo na Isto É desta semana com um artigo sobre processo aberto na Suíça contra Paulo Maluf. É claro que a dificuldade de acreditar nada tem a ver com o processo e seu protagonista. Na verdade, a única novidade a chamar minha atenção neste caso é o nome do suposto responsável por 200 milhões de dólares depositados (também supostamente) no paraíso fiscal do Canal da Mancha. O sujeito seria um palestino dono de um nome mais que emblemático: Hari BIN al-KALOUTI.
Imediatamente meu hard disk cerebral rodou na direção dos almanaques Disney que devorava na infância. Nas histórias de Donald e Mickey, os nomes sempre tinham relação com as atividades desempenhadas por seus donos. Assim, o malandro podia se chamar ‘João K. Loteiro’ , o funileiro era ‘Omar Telada’, o entregador motorizado em duas rodas chamava-se ‘Adelmo Toca’ e assim por diante.
Enquanto tudo habitava o terreno da ficção, a coisa estava razoavelmente sob controle.
Ocorre que, mais tarde, passei a observar este fenômeno estranhíssimo se repetindo ‘ad infinitum’ em placas, cartões de visitas, artigos em jornais, programas de televisão etc.
A tese
Parece que é possível provar cientificamente que certos nomes dados a inocentes bebês, que por motivos óbvios ainda não são capazes de externar suas preferências e vocações, são, na verdade, premonições dos pais, clarividentes, que graças a poder superior conseguem enxergar os futuros profissionais que se escondem entre fraldas, tip tops e gorrinhos nas maternidades.
Dispostos a confirmar a tese, passamos a usar as páginas da TRIP para pedir a leitores que observavam o fenômeno para que enviassem para a redação aquilo que passamos a chamar de ‘nomes adequados’. É bom lembrar que, anexado a cada nome apontado, o leitor deveria enviar uma prova concreta de que não se tratava de fruto de sua imaginação. Assim, uma foto da placa de um consultório de ginecologista, o cartão de visitas de um mágico ou a reportagem de um jornal de Manaus seria considerada prova cabal desse fenômeno digno de um Arquivo X canarinho.
A lista abaixo, acredite ou não, foi colhida através dos leitores da revista nos últimos quatro ou cinco anos e cada um dos nomes está provado por documento em nosso poder. Há muitos outros, mas, para não abusar do espaço do jornal nem tampouco de sua credulidade, fiz apenas uma pequena seleção da letra A, deixando as demais para a edição de 15 anos da revista. Aí vai:
Aerovaldo Panadéz – presidente do Sindicato dos Aeronautas de Pernambuco
Andréa Napolitano – gerente de produto da Yopa
Alberto Rollo – advogado
Aparecido Carrasco – advogado
Alcides Pena – advogado
Alcides S.M. Vara – ginecologista e obstetra
Antônio dos Prazeres – editor da revista pornô
Big Man Antônio Job – inventor de preservativos para sexo oral
Alessandro Farah Branquinho – cirurgião-dentista
Ada Penteado – cabeleireira
Ana Maria Aranha – bióloga
Atlas Monteiro – professor de geografia
Antônio Sorria – dentista
Assis Toneladas – estivador
Alberto Einstein Pereira de Araújo – físico
Alexandre Porres – enólogo
Alfredo Pratolongo – diretor de Comunicação do McDonald’s na Itália
Armando Serra Negra – autor do Guia S.O.S Ecológico-Sobrevivência na Selva
André Pousada – dono de agência de viagem

PALAVRAS-CHAVE
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