Símbolo da França sobre duas rodas e objeto de desejo de colecionadores, a Velosolex promete uma rentrée nas ruas brasileiras

POR GERALDO TITE SIMÕES FOTO ROBSON PRUDENTE

Quem tem mais de 40 anos conhece a rotina: soltar a alavanca, pedalar, puxar o manete do descompressor e acelerar. Pronto, a Velosolex acionava o pequeno motor de 38 cc, com pouco mais de meio cavalo de potência, e pedalar passava a ser um exercício tão difícil e cansativo quanto assistir à televisão!

Uma geração de motociclistas foi formada no selim de uma Velosolex. “Quando criança, queria a Solex de qualquer jeito”, lembra o engenheiro eletrônico Robson Prudente (foto), 45 anos, um apaixonado por motos clássicas. Robson teve que esperar 30 anos para ter não apenas uma, mas duas Velosolex, dos anos 60, garimpadas em Minas Gerais: “Foram seis meses de restauração”.

VELÔ MON AMOUR
A história da Velosolex começa após a II Guerra Mundial. Depois de a fábrica francesa de carburadores Solex ter sido bombardeada, os donos da empresa, Maurice Goudard e Marcel Mannesson, resgataram um velho projeto de bicicleta motorizada e o colocaram em produção em 1946.

A bicicleta simples, com motor dois tempos que fazia 100 km/litro, se revelou o meio de transporte ideal para as ruas esburacadas da Europa pós-guerra. A idéia deu tão certo que em três décadas foram vendidos 8 milhões de Velosolex no mundo. Mais do que isso, a Velô, como é chamada na França, tornou-se a identidade motorizada daquele país. Assim como Harley-Davidson representa o ideal americano e a Vespa traduz o modo de vida italiano, a Velosolex é a cara da França.

NO BRASIL Pois essa charmosa duas rodas pode voltar a ser fabricada no Brasil. As primeiras unidades devem sair em 2009, com um preço estimado em R$ 2.000. O maior desafio será adequar o motor dois tempos ao padrão atual de emissões de poluentes, mas pra isso já fizeram até um catalisador.

Se a idéia der certo, prepare-se para sair na balada de Solex. Os americanos já descobriram que podem encher a cara e voltar pra casa de Velosolex sem perigo de perder a habilitação, nem parar atrás das grades, porque pela legislação americana (e a brasileira também) bicicleta com motor auxiliar não necessita de habilitação.

VAI LÁ: www.velosolex.com.br



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