Educação pela pedra
Fotógrafo Alexandre Augusto retrata a força e delicadeza das mulheres que trabalham nas pedreiras
Créditos: Alexandre Augusto
Em Itatim e Itaetê, na Bahia, não há pecuária, agricultura ou chuva: as cidades sobrevivem das pedras – e o que parece exploração aos olhos urbanos é tradição e motivo de orgulho para os moradores locais. Famílias inteiras trabalham juntas nas pedreiras, mas um grupo em especial cativou o fotógrafo e jornalista Alexandre Augusto: as mulheres.

Elas mesclavam força e delicadeza. Passavam o dia quebrando pedras e à noite cuidavam dos filhos e da casa, mas o cansaço não lhes tirava a vaidade e a vontade de se manterem femininas. “Elas não são exemplo só para outras mulheres, mas para todos”, diz o fotógrafo, que as retratou no projeto Mulheres de pedra.

Propondo-se a levar um pouco da experiência ao público, ele montou uma exposição multissensorial que, além das imagens, conta com áudios, entrevistas em vídeo e uma instalação com pedras retiradas da região. “Quero que as pessoas sintam a força dessas mulheres”, afirma Alexandre.

A mostra começa nesta terça (07/11) para convidados e a partir de quarta estará aberta para o público. O evento rola no Unibes Cultural, em São Paulo, até fevereiro.
Vai lá: Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2500 – ao lado do Metrô Sumaré). Visitação de segunda a sábado, das 10h30 às 19h.
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