O segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado em março, mostra que as mulheres de 14 a 25 anos seguem uma carreira brilhante no pior sentido possível: elas usam mais cocaína que maconha. E isso só acontece no Brasil. Barata e bem distribuída, a droga é usada por 2,2% da população (quase 4 milhões de pessoas), que consome 20% da produção mundial (é, neste ranking estamos bem), e são as mulheres que mais sofrem. A pesquisadora Clarice Madruga, da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), afirma que “a dependência se desenvolve mais rápido nas mulheres. Elas ainda têm dificuldades de se encaixar em grupos de narcóticos anônimos por serem minoria e a variação hormonal aumenta as chances de recaída”.
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