Por Redação
em 21 de setembro de 2005

John Ulhoa, guitarrista do Pato Fu, e Rubinho Troll tiraram as novas composições de Arnaldo Baptista de sua toca em Juiz de Fora (MG). Montaram uma parafernalha de microfones, mesas, ampllificadores e gravadores no salão onde o ex-líder dos Mutantes costuma tocar. Tudo para que o genial e delirante Arnaldo ficasse bem à vontade, em casa, e pudesse pular de um instrumento para o outro, e registrasse suas notas da única maneira que sabe ? louca e espontaneamente. Resultou em Let it Bed, disco que, mesmo pronto, foi rejeitado pelas grandes gravadoras. Sorte, no fundo. Acabou indo às ruas mais barato, bem distribuído e em alta tiragem encartado na revista Outracoisa. E Arnaldo explica à TRIP o que espera desse seu primeiro disco em duas décadas.
Todos os moldes de experiência que nós fizemos no disco, vão ser julgados em função do que cada um crê. Eu estou na expectativa do que isso pode resultar. Pode pode ser desde o estudo de utilização de eletricidade solar politicamente, que é coisa longínqua, mas possível. O Brasil é o centro mundial do sol, se utilizar isso acho que a gente vai ter eletricidade grátis e adeus petróleo. Mas o disco também pode resultar em que todo mundo vai ficar caipira, piração total. Ou criar uma espécie de gente que quer criogenizar para ficar eternamente jovem. Mas espero mesmo que as pessoas gostem.
LEIA TAMBÉM
MAIS LIDAS
-
Trip
Bruce Springsteen “mata o pai” e vai ao cinema
-
Trip
O que a cannabis pode fazer pelo Alzheimer?
-
Trip
Entrevista com Rodrigo Pimentel nas Páginas Negras
-
Trip
5 artistas que o brasileiro ama odiar
-
Trip
Um dedo de discórdia
-
Trip
A ressurreição de Grilo
-
Trip
A primeira entrevista do traficante Marcinho VP em Bangu