Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Laura Faerman é documentarista e montadora, co-diretora do filme Operação Cavalo de Tróia
Haruki Murakami se descreve como alguém muito realista, que não acredita em horóscopo, sonhos, tarô ou reencarnação. Não confio em nada disso. Mas quando escrevo, faço histórias esquisitas. Isso é estranho e está se tornando cada vez mais sério. Dance, Dance, Dance [Estação Liberdade, 520 págs., preço a definir ? www.estacaoliberdade.com.br] é uma típica história do mais pop dentre os escritores japoneses. Nela, um homem comum, solitário e sem ambições parte em busca da mulher amada desaparecida. Em sua jornada, se vê imerso num labirinto de coincidências, sonhos e encontros bizarros, repleto de criaturas fantásticas e fi-guras estranhas, possíveis habitantes dos filmes de David Lynch. Norwegian Wood [Objetiva, 359 págs., R$ 49,90 ? www.objetiva.com.br], romance mais vendido da história do Japão, é diferente das obras mais surreais do autor. É a história realista de um triângulo amoroso, passada no início da década de 70. Nela, um adolescente se apaixona por duas garotas. Sem passagens para mundos paralelos de labirintos e hieróglifos, o volume descreve as dores, perdas e prazeres de crescer. Apesar de estilos diferentes, os dois livros possuem uma característica em comum: depois das primeiras páginas, é impossível deixá-los na estante.
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