Como crescer sem dor

por Paulo Lima
Trip #185

Mediante o crescimento do consumismo, como vamos lidar com o impacto nas grandes cidades?

Pode até haver algum grau de otimismo ufanista embutido nos dados, mas, salvo melhor juízo, são números com base científica, apurados e publicados por órgãos respeitáveis e sérios.

- O Brasil será em breve um mercado de 200 milhões de consumidores de alto poder aquisitivo.
- Segundo o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, 100 milhões de novos consumidores devem chegar à idade adulta nos próximos anos.
- De acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), hoje mais da metade da população é de classe média, e a miséria deixará de existir em 2016.
- A taxa de pobreza cairá de 28,8% da população, em 2008, para 4%, em 2016, percentual semelhante ao de países como Itália e Espanha.

Se os dados acima se materializarem, teremos sim um avanço expressivo da atividade econômica e, automaticamente, consequências bastante positivas no plano material. Imaginar que as taxas de miséria caiam drasticamente no Brasil é a materialização de um dos sonhos mais recorrentes e improváveis que tivemos por aqui nas últimas décadas.

O outro lado da moeda
Mas falta pensar no resto.

Como estamos nos preparando para lidar com o crescimento enorme do consumo e do consumismo, como se organizarão os aglomerados urbanos conforme atingirem as proporções que as estatísticas começam a desenhar? Como vamos fazer para lidar com o impacto que o suposto avanço trará em sua cauda?
E não estamos falando apenas na tão falada sustentabilidade em seu sentido mais banal e evidente, mas na ansiedade que a competição crescente vai gerando, no volume de pressão que pesa sobre as cabeças e corpos de quem está metido no meio dessas estatísticas e tabelas.

Claro que o catastrofismo é tão perigoso quanto o ufanismo, mas não é razoável olhar para as previsões de crescimento econômico como se fossem algo isolado e blindado positivamente.

A boa notícia é que há também muita inteligência sendo aplicada para pensar o outro lado da moeda. E não há dúvida de que a arquitetura, o urbanismo e a habilidade de pensar os espaços em função do equilíbrio, das pessoas e do ambiente, formam um dos saberes mais evidentemente necessários e urgentes para que o balanço dessas forças encontre uma equação ao menos satisfatória.

Nossa primeira edição de 2010 tem a pretensão de sobrevoar esses temas. A começar pelo espaço dedicado a uma das figuras mais brilhantes e ao mesmo tempo mais desconhecidas que o Brasil já produziu. Lelé Filgueiras é dono de uma biografia extensa e irretocável de dedicação incondicional a pensar não só objetos e espaços mais coerentes e inteligentes, mas um país mais equilibrado e em cujos equipamentos urbanos mais gente possa viver dignamente.

Que nosso trabalho possa inspirar um pensamento abrangente, sempre que depararmos com as projeções, positivas ou não, do que seria o chamado “desenvolvimento”.

Paulo Lima, editor

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