Cidade engole gente
Eles eram Muitos Cavalos, de Luiz Ruffato, é um caleidoscópio de vozes e linguagens desconexas, colagens de pequenas histórias
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Seguro de sua prosa após ganhar o Casa de las Americas – maior prêmio literário latino-americano -, o mineiro Luiz Ruffato, 39, radicalizou sua escrita fragmentária. Eles eram Muitos Cavalos [Boitempo, boitempo@boitempo.com, 152pp, preço sob consulta] é um caleidoscópio de vozes e linguagens desconexas, colagens de pequenas histórias, horóscopos, santinhos, notas de jornal, descrições fotográficas de lugares, coisas, situações e sentimentos: SP é a grande personagem do romance, rascunha Ruffato.TRIP Quem são os cavalos?Ruffato Todos nós. Desde o que vai trabalhar de ônibus ao que vai de helicóptero. Cavalos seriam uma grande metáfora – cavalos de corrida, cavalos de umbanda… apenas somos caixas de ressonância de alguém, além.TRIP Política e literatura combinam?Ruffato Quando você publica ou dá publicidade a qualquer coisa, ali já está sua visão do mundo, sua ação política. Assim, todo texto é político – mas não necessariamente engajado.TRIP Que livro mudou sua vida?Ruffato Enquanto Agonizo, de William Faulkner.TRIP O ser humano tem salvação?Ruffato Não. O que o salva, talvez, é a arte.
Por: Ronaldo Bressane
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