por Luiz Filipe Tavares

Cantora revela que história de Elis Regina selou de vez seu futuro na música

 

Bruna Caram nasceu e cresceu respirando música. Neta da cantora Maria Piedade e do guitarrista Jamil Caram, a jovem nascida em Avaré começou e pequena a descobrir a força de sua voz. Pianista desde os 7, Trovadora Mirim desde os nove e Trovadora Urbana na adolescência, foi descobrindo com a vida o que há de mais bonito na música brasileira até firmar seu nome como revelação da MPB dos últimos anos.

Com dois discos na bagagem, o primeiro Essa Menina e o segundo Feriado Pessoal (esse com versões de Caetano Veloso, Guilherme Arantes e Lô Borges), a ainda jovem cantora falou com a Trip e contou como foi que a biografia da cantora Elis Regina influenciou sua vida e a colocou de vez no caminho da música popular brasileira.

"Resolvi ler quando era adolescente a biografia da Elis Regina, escrita pela Regina Echeverria, completamente por acaso. É engraçado, mas eu nem sequer conhecia a obra da Elis. Já tinha ouvido uma coisa ou outra, sabia da importância dela, mas enfim, botei na veneta que ia ler o bendito livro, por curiosidade. Na época, minha tia, Lucila Novaes, também cantora e professora de canto, estava lendo, vi o livro em cima da mesa e resolvi que também queria. E foi muito bonito! Porque fui conhecendo a obra da Elis desde o início, ouvindo cada música à medida que ia conhecendo o contexto em que foram gravadas, fui conhecendo a artista por completo e meu envolvimento foi absurdo. Foi por causa da Elis que dei forma e luz a uma idéia que já vinha crescendo feito um rascunho colorido dentro de mim: a de que cantar era coisa séria. Um ofício, não um hobby. Um sacerdócio, não uma diversão, ainda que haja momentos emocionantes e divertidos. Eu já sabia que queria ser cantora desde os 14, 15 anos, mas olhar para esse ofício com seriedade e entrega foi crucial para que eu começasse a formar a cantora que continuo aprendendo a ser."

 


 

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