Qual a imagem mais importante da sua vida? E por que ela? Fizemos as mesmas perguntas aos homenageados do Prêmio Trip Transformadores 2013

Geraldo Gomes Barbosa, agricultor
Minha grande paixão são as sementes crioulas e a música de raiz.

Marcos Flavio Azzi, fundador do Instituto Azzi A minha certidão de nascimento é muito marcante: demonstra onde, quando e de quem nasci. Com base nisso construí todos os caminhos, através de uma série de decisões.

Marcelo Freixo, deputado estadual no RJ
Era uma simples reunião com um pequeno grupo de jovens para pensar o papel da juventude no Rio de Janeiro. Um encontro marcado em uma sala fechada que esperava, aproximadamente, 300 pessoas. E apareceram mais de 3 mil. Evidentemente que não cabiam em qualquer sala. Esses jovens tomaram uma praça pública, a Cinelândia, palco de tantas histórias e adormecida há muito tempo. Quando a gente percebeu, eram milhares. Quase 5 mil jovens, em uma praça lotada, com um desejo imenso de transformação. Mais do que a minha capacidade de influenciar esses jovens, eles marcaram ali a minha vida. De um lado, percebi que tinha valido a pena tudo o que tinha feito, de outro, sabia que muita coisa ainda estava para acontecer. Logo depois, um ano precisamente, as ruas do Rio de Janeiro demonstraram que não estávamos errados.

Claudia Andujar, fotógrafa
Não tenho nenhuma foto minha favorita, todas são igualmente importantes. Podem colocar a que vocês gostarem mais.

Marilena Lazzarini, uma das fundadoras do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor)
É uma matéria publicada pelo Wall Street Journal, em 2000, que recebi por intermédio de uma organização parceira dos EUA. Nela, é relatada a vitória judicial obtida pelo Idec na sua luta pela adequada regulação dos alimentos transgênicos do ponto de vista ambiental, da saúde pública e da informação ao consumidor. Essa batalha se estendeu por muitos anos. Dela, restou uma conquista importante: a obrigação legal de as empresas de alimentos notificarem nos rótulos a presença de ingredientes transgênicos. Infelizmente, essa obrigação não existe até hoje em muitos países do mundo, inclusive nos EUA.

Daniela Mercury, cantora e embaixadora do Unicef
“Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar.” Com essa legenda, as quatro imagens acima foram publicadas em uma rede social em abril deste ano. Para as duas protagonistas, era uma declaração pública de amor. Para a história do país, acabou se tornando um marco. 

Paula Dib, designer
Estas são as mãos de Lina Bo Bardi, arquiteta italiana que viveu no Brasil entre 1946 e 1992. Lina tinha um olhar sensível e profunda admiração pelo nosso saber fazer. É dela a seguinte frase: “Nem todas as culturas são ricas, nem todas são herdeiras diretas de grandes sedimentações. Cavucar profundamente uma civilização, a mais simples, a mais pobre, chegar até suas raízes populares, é compreender a história de um país. E um país cuja base está na cultura do povo é um país de enormes possibilidades”. Esta senhora teve enorme influência por onde meus olhos passaram.

Sandro Testinha, fundador da ONG Social Skate e do projeto Manobra do Bem
Acredito que a imagem mais importante de minha vida se renova a cada ação bem-sucedida. Mas uma que ainda não saiu de minha mente é da ação que realizamos no dia do “Skate é bom, mas com educação é ótimo!”. As crianças estavam tão comprometidas em realizar o teste que nem sequer tiraram os capacetes da cabeça. Isso me convence de que o esporte ligado à educação pode, sim, mudar os rumos do Brasil.

Isadora Faber, estudante e criadora da página Diário de classe
Eu sempre quis um filhote porque nunca havia tido. Quando minha irmã chegou, ela disse que meu presente já estava na bolsa. Ele estava lá dentro, sentado, e eu fiquei olhando pra ver se era de verdade. Ele era muito pequeno, tinha 32 dias. Fiquei tão feliz! Adoro cachorros, confio mais neles do que em muitas pessoas.

Edgard Gouveia Júnior, fundador do Instituto Elos
A imagem mais importante da vida não é uma; é, pelo menos, um álbum, e dos grandes. De toda forma, esta aqui contém, nela e no seu momento, algo que abrange muito: o lançamento mundial do Play The Call, em Paraty (RJ). Este foi o momento da dança circular de lançamento, à meia-noite do dia 21 de dezembro de 2012. Para mim, simboliza a conexão de todas as pessoas que ofereceram os seus melhores talentos para presentear a humanidade com uma estratégia lúdica, rápida e eficaz para reverter o ciclo destrutivo que estamos impondo à biosfera.

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