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Deixem nossas crianças em paz!

Por Redação

em 23 de março de 2007

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Como todos sabem, o pior aconteceu. Agora, muitas criancinhas são­ doutrinadas desde cedo a serem politicamente corretas. Al­guém­­ aí já atirou um pau no gato só porque brincava de roda e cantava “atirei o pau no gato”? A resposta é não, claro que não. Mas não é­ assim que pensam os educadores e alguns músicos, que fizeram versões politicamente corretas para canções tradicionais. Mas o pior mesmo ainda pode estar por vir. As letras das músicas que mais marcaram nossa infância também estão ameaçadas! Al­gumas músicas do maravilhoso disco A Arca de Noé, de Vi­nicius de Moraes, têm con­teúdo que pode ofender os PCs. O mesmo vale para o sensacio­nal Os Sal­timbancos. Esperamos que os politicamente corretos não mu­dem  as letras de nossas músicas queridas depois de ler esta página!

Estas já foram deterioradas pelos PCs

“Atirei o pau no gato”

Ficou: “Não atire o pau no ga­to/porque isso não se faz /O ga­tinho é nosso amigo/Não de­vemos maltratar os animais”

“O cravo brigou com a rosa”

Ficou: “O cravo brigou com a ro­sa/Debaixo de uma sa­­­ca­da/ A rosa deu um remédio/E o cra­vo logo sarou/O cra­vo foi le­van­­­tado/E a rosa o abra­­çou­”

“Boi da cara preta”

Ficou: “Boi, boi, boi/Boi do Pi­auí/Pega essa me­ni­na/Que não­ gosta de dormir”.

“Cachorrinho que late”

Ficou: “Cachorrinho está latindo/Lá no fundo do quintal, Fi­ca quieto, ca­cho­r­ri­nho/Dei­xa o meu benzinho traba­lhar” (a única mu­dança foi a fra­se “ca­la a boca, cachorri­nho,’ que foi subs­tituída por “fica quieto, ca­chorri­nho”. Apa­vorante!)


O que ainda pode ofender os PCs

A cena da briga de Os Saltimbancos

Na hora em que eles vão brigar com os barões, não seria um massacre, porque a violência é uma coi­sa feia. Na verdade, os bichos, em vez de unharem e morderem seus donos mal­vados, teriam, com eles, uma dis­cussão ­­­e­­qu­i­­­­li­brada de relacionamento.

Pobre Vinicius

“Leão! Leão! Leão!”, de Vinicius de Moraes, corre o risco de ser alte­rada. Os politicamente corretos podem achar que a música incita à violência. Pense bem: “Leão! Leão! Leão!/Rugindo como um tro­vão/Deu um pulo, e era uma vez/Um cabritinho montês”

Cozido de pato

“O Pato” teria que ter a letra completamente mudada. Primeiro, por­­que chamar de pateta é ofensivo a um pato. Segundo porque não é correto falar que ele surrou a galinha e bateu no marreco, o que pode parecer uma ode a bri­gas. E, o pior, o pato acaba na pa­nela. Lembra? “O pato pateta/Pin­tou o caneco/Surrou a galinha/ Ba­­­­­teu no marreco/Pulou do po­lei­ro/No pé do cavalo/Levou um coi­ce/Criou um ga­lo/Comeu um pe­da­­ço/De genipapo/Ficou engas­ga­­­do/Com dor no papo/Caiu no po­­­ço/Quebrou a tigela/Tantas fez o moço/Que foi pra panela”

 

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