Marika Gidali
Bailarina e coreógrafa, fundadora do Ballet Stagium
Publicidade
Em 1974, Marika Gidali dançava em cima de um tablado montado numa barca que percorria o rio São Francisco, encantando populações ribeirinhas. Era apenas uma dentre as iniciativas da bailarina e coreógrafa que ajudou a levar a dança a milhares de pessoas que normalmente não teriam acesso a essa arte. Ela criou, por exemplo, o projeto Escola Stagium, levando mais de 80 mil crianças e adolescentes de escolas públicas da periferia de São Paulo aos seus espetáculos. Em 1999, foi convidada para coordenar atividades de dança nas unidades da Fundação Casa (antiga Febem). Em 2000, foi premiada pela Unicef e fundou o projeto Joaninha, utilizando a dança e outras formas de arte para a inclusão social. A realidade da antiga Febem e das periferias não assusta Marika. Nascida na Hungria, a artista de 74 anos veio parar no Brasil devido a uma tragédia familiar. Os pais, um casal de alfaiates judeus, foram presos pelos nazistas. Escaparam por pouco e mudaram-se para cá quando Marika tinha 10 anos. A dançarina adaptou-se bem. Costuma exaltar a cultura nordestina e a música popular em seus espetáculos e ganhou mais de 15 prêmios nacionais e internacionais, alçando a dança brasileira a um novo patamar.
LEIA TAMBÉM
MAIS LIDAS
-
Tpm
Pervcam: o close que não queremos mais ver na Copa
-
Tpm
Angela Davis vem à FLIP pela 1ª vez. Aqui estão 5 livros para mergulhar na obra de uma das maiores feministas dos nossos tempos
-
Trip FM
São Paulo já foi pro brejo? Nabil Bonduki fala sobre parques virando shoppings, demolições duvidosas e poluições assustadoras
-
Tpm
Benditos sejam os ventres (que sustentam o capitalismo)
-
Tpm
Cinema brasileiro feito por mulheres: 6 diretoras para explorar no Tela Brasil
-
Tpm
Elas pagam a conta: por que a autonomia financeira é ferramenta indispensável para o destino de qualquer mulher?
-
Trip TV
Arnaldo Antunes: “Tanta pressa pra quê?”
Publicidade